A Uefa suspendeu, de forma provisória, o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, após ele ter sido denunciado pelo atacante brasileiro Vini Jr. por prática de racismo. A decisão é desta segunda-feira, 23. Na denúncia, Vini Jr. afirma ter sido chamado de "mono" ("macaco", em espanhol) pelo oponente em uma partida entre Benfica e Real Madrid.
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A entidade explicou ter tomado a decisão após nomear um inspetor de ética e disciplina para investigar as alegações de comportamento discriminatório durante o jogo de play-off da Liga dos Campeões, ocorrido em 17 de fevereiro. A partir de um relatório preliminar feito pelo inspetor, o Órgão de Controle, Ética e Disciplina da Uefa decidiu por suspender provisoriamente Prestiani.
A suspensão é válida pela próxima partida de competição de clubes da Uefa em que ele seria elegível. Neste caso, refere-se ao jogo de volta entre Benfica e Real Madrid, que vai acontecer nesta quarta-feira, 25. O time de Vini Jr. saiu na vantagem no primeiro de jogo, tendo feito um a zero.
"Esta decisão não prejudica qualquer decisão que os órgãos disciplinares da Uefa possam tomar posteriormente, após a conclusão da investigação em curso e sua respectiva apresentação aos órgãos disciplinares da Uefa", esclareceu a entidade.
Denúncia de Vini Jr.
Vini Jr. denunciou um caso de racismo logo após marcar um gol no Estádio da Luz. Enquanto comemorava na bandeirinha de escanteio próximo à torcida do Benfica, houve uma confusão, que fez Vini levar cartão amarelo do árbitro francês François Letexier. Depois, ele disse que o atacante argentino Gianluca Prestianni o chamou de “mono", “macaco” em espanhol, cobrindo a boca com a camisa.
O árbitro ativou o protocolo de racismo e paralisou a partida depois de ser avisado pelo brasileiro. O jogo ficou parado por cerca de 10 minutos e uma confusão generalizada aconteceu no gramado, entre os times e comissões. Vini e outros jogadores do Real Madrid foram hostilizados até o final da partida.