Esqueça Miroslav Klose. O posto de maior artilheiro da história da Copa do Mundo agora tem o nome que merece aparecer em primeiro lugar: Lionel Messi. O craque argentino igualou o alemão com 16 gols, mas parece só questão de tempo (entenda-se os duelos contra Áustria e Jordânia) para se isolar no posto em que ele merece.
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Aos 38 anos, o ‘ET’ deu mais uma prova que tem uma fome insaciável e que a tesão por estar no topo do mundo não acaba nem depois de ganhar tudo (Alô, Seleção!). Ele chegou para o Mundial deste ano em xeque: campeão no Catar, jogando na MLS e com uma lesão muscular na panturrilha.
Porém, todas as dúvidas foram embora logo que a bola rolou. Se não fosse um impedimento milimétrico, o primeiro gol teria saído antes dos 4 minutos de jogo. Foi só uma pequena pausa dramática para um recital que viria na sequência.
Os gols e os recordes são os destaques das manchetes, mas com o jogo ainda em 0 a 0, Messi dava carrinho no campo de defesa, como se fosse um menino voltando para marcar lateral e como se precisava mostrar raça para uma multidão de mais de 80 mil pessoas que já o endeusam.
E será que os extraterrestes têm sentimento? Foi nessa hora que Messi mostrou que ainda é um pouco humano. Ele foi flagrado visivelmente emocionado quando marcou o segundo gol e ao final da partida quando viu que um dos objetivos na Copa estava parcialmente cumprido.
Klose foi um atacante mediano, nada contra o alemão, que soube aproveitar uma goleada histórica contra a Arábia Saudita para escrever seu nome na história das Copas. Porém, Messi é Messi, e ninguém merece mais esse posto que o argentino.
No retrovisor, o argentino vê Mbappé com dois gols atrás e com, pelo menos, mais duas edições de Mundial pela frente. No entanto, nunca duvide dos poderes de outro planeta de um certo baixinho nascido em Rosário.