F1: Ferrari prepara novo motor para desafiar Mercedes na Áustria

Scuderia aguarda aval da FIA para estrear unidade de potência atualizada.

19 jun 2026 - 09h01
Foto: Divulgação / Ferrari

A Ferrari está próxima de estrear uma nova versão de sua unidade de potência na Fórmula 1. A equipe italiana aguarda apenas a homologação final da FIA para utilizar o motor atualizado já no GP da Áustria, aproveitando as oportunidades de desenvolvimento concedidas pelo programa ADUO.

A nova especificação da unidade 067/6 contará com modificações tanto no motor quanto no combustível, desenvolvido em parceria com a Shell especificamente para esta configuração.

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O objetivo da Ferrari é claro: reduzir a diferença de potência para a Mercedes, apontada nos bastidores como a principal referência entre os fabricantes de motores da temporada 2026.

Segundo informações do Motorsport.com, uma das principais novidades está no cabeçote do motor, produzido em liga de aço. A mudança permite trabalhar com temperaturas mais elevadas na câmara de combustão sem comprometer a confiabilidade do conjunto.

A Ferrari já vinha utilizando um conceito considerado mais agressivo em comparação aos concorrentes, operando com temperaturas superiores às normalmente vistas na categoria. Com a nova especificação, esse limite será elevado ainda mais, aumentando a eficiência da combustão e, consequentemente, a potência gerada pela unidade.

A expectativa em Maranello é que o novo motor complemente a evolução apresentada pelo SF-26 nas últimas corridas.

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Após o pacote de atualizações introduzido em Miami e os avanços vistos em Barcelona, a Ferrari acredita ter reduzido parte de suas limitações aerodinâmicas. A vitória de Lewis Hamilton na Espanha reforçou a confiança da equipe de que o carro pode se tornar um adversário mais consistente para a Mercedes ao longo da temporada.

Além do novo motor, a Ferrari segue investigando o problema eletrônico que afetou Charles Leclerc em Barcelona. O monegasco perdeu sistemas importantes do carro durante a corrida, incluindo direção assistida, brake-by-wire e aerodinâmica ativa.

A equipe ainda busca identificar a origem da falha, analisando inclusive possíveis ligações com o incidente sofrido por Leclerc durante o GP de Mônaco.

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