A Mercedes revelou os motivos que a levaram a desistir do pedido de revisão das penalidades aplicadas a George Russell no GP de Mônaco. Apesar de ter iniciado o processo após a FIA devolver o terceiro lugar a Pierre Gasly, a equipe concluiu que não existia uma solução capaz de alterar o resultado do piloto britânico.
A controvérsia começou após a Alpine conseguir anular as duas penalidades recebidas por Gasly por excesso de velocidade nos boxes. O recurso foi aceito depois que a Formula One Management (FOM), responsável pelo sistema oficial de cronometragem da Fórmula 1, reconheceu problemas nas medições utilizadas durante a corrida.
Diante da decisão, a Mercedes optou por preservar seu direito de revisão e passou a analisar se Russell também poderia ser beneficiado pelo mesmo precedente.
O problema era que os casos possuíam diferenças importantes.
Enquanto a Alpine conseguiu simplesmente remover os dez segundos adicionados ao tempo final de Gasly, Russell já havia cumprido uma punição mais severa durante a corrida. Após receber uma penalidade inicial por excesso de velocidade nos boxes, o britânico acabou sendo punido com um drive-through ao tentar cumprir a sanção original.
Segundo apuração do Motorsport.com, as conversas posteriores entre Mercedes, FIA e FOM mostraram que não existia qualquer mecanismo para reverter o drive-through já cumprido ou conceder algum tipo de compensação esportiva ao piloto.
Por isso, a equipe entendeu que seguir adiante com o processo dificilmente produziria qualquer resultado prático.
“Após a decisão de anular a penalidade de Pierre Gasly, foi importante para nós explorar todas as opções disponíveis para lidar com o impacto da penalidade de George Russell no resultado da corrida.”
“Tínhamos um prazo limitado para solicitar o Direito de Revisão durante o fim de semana em Barcelona e o fizemos para preservar nossa posição sobre o assunto.”
A Mercedes afirmou que o pedido foi feito inicialmente para garantir sua participação nas discussões e entender completamente os efeitos da decisão envolvendo Gasly.
Após avaliar o caso com mais profundidade, a equipe decidiu encerrar o processo.
“Nossas discussões colaborativas com a FIA e a direção da Fórmula 1 demonstraram sua determinação em analisar as circunstâncias únicas decorrentes do Grande Prêmio de Mônaco e abordar os fatores que as causaram.”
“Diante dessa determinação clara, concluímos que dar continuidade ao nosso pedido de Direito de Revisão não beneficiaria nossa equipe nem o esporte.”
Embora a Mercedes tenha encerrado sua participação no caso, a polêmica sobre os resultados de Mônaco ainda está longe do fim. McLaren e Red Bull mantêm recursos contra a decisão que devolveu o pódio a Gasly, e o assunto seguirá para análise do Tribunal Internacional de Apelações da FIA.