F1: Mercedes admite que ordem de equipe poderia ter evitado vitória de Hamilton na Espanha

Toto Wolff acredita que briga interna entre Russell e Antonelli abriu caminho para o primeiro revés da equipe no ano

15 jun 2026 - 11h48
Foto: Dom Gibbons / Mercedes AMG F1

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, reconheceu que a equipe poderia ter evitado sua primeira derrota da temporada no GP de Barcelona se tivesse imposto ordens de equipe. A intensa disputa direta por posições entre George Russell e Kimi Antonelli acabou custando tempo valioso aos pilotos da equipe, o que abriu caminho para que Lewis Hamilton, agora brilhando pela Ferrari, garantisse a vitória no último domingo graças a uma agressiva e veloz estratégia de três paradas.

Durante a prova na Espanha, marcada pelo alto desgaste de pneus e forte calor, Hamilton executou um ritmo impressionante em seu terceiro stint com pneus médios. Precisando tirar a diferença para a dupla da Mercedes antes de seu último pit stop, o heptacampeão foi bastante ajudado pela batalha na pista entre Russell, que largou na pole, e Antonelli, os quais brigavam pela liderança naquele momento.

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O jovem Antonelli se mostrou visivelmente mais rápido, mas não conseguiu ultrapassar a defesa do companheiro de equipe até a parte final da corrida. A essa altura, Hamilton já havia tomado a ponta ao aproveitar um safety car virtual (VSC) para fazer sua terceira e decisiva parada.

Wolff lamentou a perda de tempo e admitiu que instruir Russell a ceder a posição a Antonelli mais cedo poderia ter protegido a Mercedes contra o "pulo do gato" da Ferrari sob o VSC. "Claramente Kimi tinha a vantagem", reconheceu o austríaco. "Não interferimos na disputa deles, porque é assim que sempre corremos, mas é uma situação que precisamos analisar para o futuro com ambos os pilotos: como lidar com uma diferença de ritmo quando estamos lutando por uma vitória ou sob o risco de perdê-la."

O dirigente destacou que, a partir de agora, a equipe manterá discussões transparentes sobre o assunto, especialmente porque a Ferrari se consolidou como uma forte concorrente. "Lewis era o mais rápido depois; mesmo se tivéssemos voltado à frente dele, teria sido muito complicado segurá-lo. Há uma terceira parte agora se envolvendo na disputa do campeonato, tanto de construtores quanto de pilotos. Nesse sentido, discutiremos internamente como queremos gerenciar as situações em que corremos o risco de atrapalhar um ao outro", alertou Wolff, pontuando que o time só precisa "recalibrar" suas abordagens.

Por sua vez, George Russell concordou que a disputa com seu companheiro de equipe o prejudicou, mas foi sincero ao admitir que seu próprio ritmo de corrida já não era o ideal, apontando a estratégia como um fator complicador. O britânico explicou que precisou antecipar sua primeira parada na volta 13 para reagir à pressão da Ferrari, o que comprometeu o andamento de sua prova de duas paradas.

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"A verdade é que meu ritmo não foi forte o suficiente hoje. Eu até poderia ter copiado a estratégia de três paradas do Lewis, mas isso talvez me deixasse exposto ao Kimi, que estava em duas, e no fim das contas talvez eu não ficasse feliz com isso. Preciso analisar e repassar tudo isso com a minha equipe", concluiu Russell.

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