MSD licencia medicamento oncológico da SciBrunch em acordo de até US$2,13 bi

28 set 2026 - 16h00
(atualizado às 16h06)
Resumo
A Merck fechou um acordo de até US$ 2,13 bilhões com a chinesa SciBrunch para licenciar o SPR2015, um tratamento oncológico experimental em fase pré-clínica voltado para a mutação KRAS G12D, comum em cânceres de pâncreas, pulmão e colorretal. O contrato prevê um pagamento inicial de US$ 400 milhões e até US$ 1,73 bilhão por metas atingidas. A iniciativa busca expandir o portfólio oncológico da farmacêutica e compensar a futura perda da patente de sua principal imunoterapia, o Keytruda.

A Merck disse nesta ‌segunda-feira que pagaria até US$2,13 bilhões em um acordo global de licenciamento com a chinesa SciBrunch Therapeutics pelos direitos de desenvolver, fabricar e vender um tratamento experimental contra o ⁠câncer.

O acordo reforça os esforços da Merck para ampliar ‌seu portfólio de medicamentos oncológicos, enquanto se prepara para a expiração da patente do ‌Keytruda, sua imunoterapia mais ‌vendida, ainda nesta década.

Publicidade

O acordo, que ⁠já foi concluído, dá à Merck acesso ao SPR2015, um medicamento oral em fase de desenvolvimento que tem como alvo a mutação KRAS G12D, uma das mutações mais comuns ‌que impulsionam o câncer, encontrada em casos de ‌câncer de pâncreas, ⁠colorretal ⁠e de pulmão.

A SciBrunch receberá um pagamento inicial de US$400 ⁠milhões e poderá ‌receber até US$1,73 ‌bilhão em pagamentos adicionais por metas alcançadas, disseram as empresas.

A Merck afirmou que a transação resultará em uma despesa antes dos ⁠impostos de US$400 milhões, ou cerca de 13 centavos por ação, em seus resultados do terceiro trimestre de 2026.

A analista do Scotiabank, Louise ‌Chen, afirmou que a MSD tem visibilidade de mais de US$70 bilhões em oportunidades comerciais até ⁠meados da década de 2030, mais que o dobro da estimativa de Wall Street de cerca de US$33 bilhões para o pico de receita do Keytruda em 2028.

Publicidade

O SPR2015 está em desenvolvimento pré-clínico e ainda não foi testado em humanos.

Dados pré-clínicos apresentados no início deste ano mostraram que o medicamento reduziu o crescimento tumoral em modelos laboratoriais e animais de cânceres com mutação KRAS G12D, disseram as empresas.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações