'Como MP dura apenas 4 meses, nada impede que Tigrinho volte com força total', diz Flávio Bolsonaro

Candidato à Presidência criticou mudança nas regras para o setor de apostas online e acusou Lula de causar 'insegurança jurídica' ao editar medida provisória na reta final da campanha

28 set 2026 - 14h42
Resumo
Em visita a São Paulo, Flávio Bolsonaro (PL) criticou a medida provisória de Lula que proíbe jogos online e apostas esportivas, classificando-a como "desesperada" e geradora de "insegurança jurídica". Flávio alertou que, como a MP tem validade de apenas quatro meses e depende do Congresso para virar lei, plataformas como o "Tigrinho" podem voltar com força total caso o texto expire. O setor havia sido legalizado sob Temer e regulamentado pelo próprio governo petista em 2023.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira, 28, que as plataformas de apostas podem voltar a operar caso a medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para proibir as bets perca a validade. Ele classificou a decisão do candidato à reeleição como "desesperada".

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A declaração foi dada durante visita ao Mercado Municipal de São Paulo, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL)
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL)
Foto: Vitor Sales/Divulgação PL / Estadão

"Como a medida provisória dura apenas quatro meses, nada impede que, mais à frente, o 'Tigrinho' volte com força total", disse Flávio. Ele criticou a mudança nas regras para o setor e acusou Lula de causar "insegurança jurídica" ao editar a MP na reta final da campanha.

Publicada na sexta-feira, 25, a medida proíbe a exploração de apostas esportivas e jogos online. Para manter seus efeitos, precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.

As apostas de quota fixa foram autorizadas em 2018, no governo Michel Temer (MDB), e regulamentadas por uma lei sancionada por Lula em 2023.

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