O ministro da saúde Alexandre Padilha afirmou na noite desta sexta-feira, 25, que entre as estratégias do governo federal para lidar com as pessoas viciadas em apostas esportivas estão a busca ativa e o monitoramento de apostas ilegais.
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“Nossa expectativa é que esse tumor seja definitivamente estopado do país e que aquilo que acontece todo fim de semana, que é a população brasileira sendo invadida por propagandas de bets, deixe de acontecer. A proibição vai gerar um impacto na saúde, mas vamos continuar cuidando dessas pessoas que foram afetadas”, disse ao Terra.
A nove dias do primeiro turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta sexta-feira a medida provisória que proíbe apostas on-line em casas esportivas, as bets, em um evento em São Paulo.
De acordo com Padilha, já são 100 mil teleatendimentos feitos com pessoas que por vergonha, estigma ou dificuldade de acesso, não procuram uma unidade de saúde presencial. Ele destacou que os familiares das pessoas afetadas também têm recebido suporte do Sistema Único de Saúde (SUS) para lidar com as consequências do vício em apostas online.
“O governo continuará oferecendo atendimentos presenciais e arcará com todos os custos de capacitação dos profissionais de saúde, para lidar com esses vícios. Estamos proibindo atividade, mas todo mal que ela causou continuará afetando as pessoas, então temos a obrigação de cuidar delas”, explicou.
O ministro acrescentou que a parceria com o Ministério da Fazenda permitirá um mapeamento dos apostadores por meio do CPF, lendo dados como quantas horas por dia o apostador fica on-line e quem entrou na plataforma se auto-exclusão criada pelo governo. Ele ressaltou que os dados são guardados em uma nuvem do SUS com todos os parâmetros de segurança para não ocorrer vazamentos.
“A busca ativa ocorrerá pelo celular também. Vamos oferecer o tele atendimento pra essas pessoas. Esse Observatorio entre os dois ministérios continuará no monitoramento das apostas ilegais. Na medida que consegue fazer esse monitoramento de transferências bancárias para apostas ilegais, esses dados também vem pra Saúde, o que vai permitir que a gente continue fazendo também a oferta ativa de acolhimento, de atendimento às pessoas que eventualmente venham fazer apostas em atividades ilegais”.