Debate na Globo é um dos três movimentos que vão decidir a eleição presidencial, afirma diretor de pesquisas
Felipe Nunes explica a importância do encontro entre candidatos, que será exibido mais cedo na emissora líder de audiência
No ‘Central das Eleições’, o CEO da Quaest, Felipe Nunes, apontou três movimentos que vão decidir quem será o próximo presidente da República.
“O engajamento para a mobilização de ida às urnas, o voto útil e o debate na Globo”, afirmou.
O cientista político destacou como o encontro de candidatos na emissora líder de audiência poderá aumentar o interesse da população pelos candidatos.
“Nós estamos vivendo um cenário de tanta apatia política e tem um volume gigantesco de informação”, explica.
“O eleitor precisa assim, ‘eu vou parar para ver uma coisa’. Ele não está vendo o horário eleitoral, ele está evitando conversar sobre política com os amigos e familiares.”
“Agora, o debate na Globo, que vai ser no horário nobre, que o eleitor médio brasileiro vai ligar para assistir à Quem Ama Cuida, e vai estar vendo o debate, isso vai produzir efeitos muito importantes nessa campanha.”
Este ano, a Globo decidiu antecipar o início do debate. Será às 21h20, logo após o ‘Jornal Nacional’. Nas eleições passadas, era sempre depois da novela das 9.
Na faixa em que será realizado o confronto entre presidenciáveis, a emissora está com média de 23 pontos no PNT (Painel Nacional de Televisão).
Este índice representa 16,1 milhões de telespectadores nas 15 maiores regiões metropolitanas do país.
Para Felipe Nunes, o programa com os principais candidatos terá relevante capacidade de influenciar quem não definiu o voto.
“Nós estamos falando de 35% que ainda estão indecisos na (pesquisa) espontânea e quase 10% de indecisos na (pesquisa) estimulada. Eu não brincaria com o efeito desse debate.”
O debate de 1º turno na Globo está previsto para quinta-feira, 1º de outubro, com mediação do apresentador César Tralli.
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