Quem é a repórter de TV mais odiada por Trump e que não desiste de fazer perguntas sobre temas polêmicos
Kaitlan Collins, da CNN, já trabalhou em um site conservador e cobriu os atos de 8 de janeiro em Brasília
A crise na relação de Donald Trump com a imprensa, agravada pela exclusão de três veículos — CNN, MSNBC e Politico — da cobertura na Casa Branca, direciona os holofotes para Kaitlan Collins.
Ela pode ser considerada a jornalista mais odiada pelo presidente dos Estados Unidos.
Ao longo dos anos, a correspondente-chefe da CNN na sede do poder executivo fez perguntas sobre temas explosivos que irritaram Trump, como a guerra contra o Irã e o escândalo sexual de Jeffrey Epstein.
Esse destemor em questioná-lo a tornou alvo de críticas. O presidente norte-americano já se referiu a Kaitlan como “estúpida e desagradável”, “pior repórter” e americana que “odeia o país”.
Em um episódio ocorrido no primeiro mandato do republicano, ela foi impedida de participar de um evento.
Na terça-feira, 22 de setembro, ao chegar à sede da ONU, em Nova York, Trump foi abordado pela jornalista.
“Estou surpreso que a CNN esteja aqui fazendo a cobertura sobre mim”, disse.
“Não deveria estar aqui. Você disse que não iria fazer a minha cobertura. Vocês não deveriam estar fazendo isso.”
No começo da carreira, Kaitlan Collins, de 34 anos, se destacou no portal conservador de notícias The Daily Caller. Acabou contratada pela CNN.
Teve rápida ascensão na equipe. Em 8 de janeiro de 2023, ela cobriu ao vivo, dos estúdios do canal, os ataques dos apoiadores de Jair Bolsonaro em Brasília.
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