Metade dos jornalistas brasileiros apresenta sintomas de depressão e a incidência de estresse e insônia é alta
Pesquisa aponta ainda um quadro preocupante sobre assédio moral no trabalho e cyberbullying
O que une Pedro Bial, Jorge Pontual, Michelle Loreto, Mariana Ferrão e Ivan Moré?
São jornalistas de TV que receberam um diagnóstico de depressão. Não são exceções no universo da comunicação.
O estudo ‘Condições de Trabalho e Saúde Mental dos Jornalistas no Brasil’, feito pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) com a Fundacentro, vinculada do Ministério do Trabalho e Emprego, revela que 50,2% dos jornalistas apresentam sintomas de depressão no país.
Índice muito acima dos 15,5% de portadores do transtorno na população brasileira, segundo o Ministério da Saúde.
O relatório com profissionais da imprensa mostrou ainda que 47,8% convivem com estresse, 47,9% sofrem de insônia e 35,8% identificam sinais de ansiedade.
Em relação ao local de trabalho, 37% afirmam já ter sofrido assédio moral e 30,4% disseram ter sido vítimas de cyberbullying, ou seja, algum tipo de humilhação ou intimidação em plataformas digitais.
“O cenário exige medidas concretas por parte das empresas de comunicação, além do fortalecimento da negociação coletiva e da implementação de políticas de prevenção aos riscos psicossociais”, diz a presidenta da FENAJ, Samira de Castro.
No momento, está em curso a campanha Setembro Amarelo, de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e valorização da vida.
Mudanças de comportamento — tais como isolamento social, perda de interesse por atividades e alterações no sono e no apetite — merecem uma investigação com um especialista em saúde mental.
O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo número 188. Funciona 24 horas.
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