Crescimento exponencial do Master foi estancado com Galípolo no BC, diz Haddad

Ministro defendeu reforma estrutural no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) porque 'ninguém quer passar por outro aperto', em referência à liquidação do banco

10 fev 2026 - 11h13

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, 10, que o crescimento exponencial do Banco Master foi "estancado" por Gabriel Galípolo quando assumiu o Banco Central.

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"O fato concreto é que o Banco Master, até 2024, teve um crescimento exponencial, que foi estancado assim que o Galípolo tomou posse. Porque se deparou com uma situação muito preocupante, em relação ao que se verificava ali sobre isso", disse, ao participar da CEO Conference Brasil 2026, organizada pelo BTG Pactual, em São Paulo.

Haddad, entretanto, não quis responder se ele avalia que houve negligência de Roberto Campos Neto no caso Master. Aproveitou para elogiar a Receita Federal, dizendo que foi o órgão que "estourou" a Reag, e o Master estava envolvido.

O ministro disse que, durante a crise do Master, Galípolo ligou algumas vezes para ele pedindo votos no CMN sobre alterações no Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

"Ao longo desses últimos meses, o Galípolo me ligou algumas vezes pedindo voto da Fazenda e do Planejamento para determinados atos que tinham que ser validados pelo CMN em relação ao FGC", declarou.

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De acordo com Haddad, é necessária uma reforma mais estrutural do FGC porque ninguém quer passar por outro "aperto". Segundo ele, técnicos do BC estão conversando para chegar a um consenso sobre o tema.

"Uma reforma mais estrutural está sendo discutida, porque efetivamente ninguém quer passar por esse aperto outra vez. Ou seja, a legislação não se mostrou suficientemente robusta para evitar uma operação como essa que colocou muita coisa em risco", disse.

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