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Por que a tintura para barba entrou na rotina masculina

Entenda por que o procedimento cresce nas barbearias e ganha espaço na rotina

19 fev 2026 - 16h23
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A estética masculina amadureceu e passou a enxergar a tintura para barba como correção discreta dos pelos brancos

Durante muito tempo, o cuidado masculino com a aparência ficou restrito ao básico. Cortar o cabelo, aparar a barba, manter tudo em ordem. Com o passar dos anos, porém, a relação do homem com o próprio visual tende a mudar. Não se trata de parecer mais jovem nem de esconder o tempo, mas de alinhar a aparência à forma como se vive, trabalha e se apresenta socialmente.

Foto: Revista Malu

Nesse processo, a barba ganhou protagonismo. Por estar no centro do rosto, costuma ser a primeira a revelar fios brancos. Para muitos homens acima a partir dos 35 anos, o incômodo não está na idade em si, mas na leitura que esses sinais produzem, sobretudo em ambientes profissionais. A resposta a esse desconforto passou a seguir outra lógica: menos improviso, mais cuidado técnico.

Segundo Paulo Junior, hairstylist na JRBShop, a transformação da barba acompanha a própria evolução das barbearias. A barbearia deixou de ser apenas corte e barba e passou a funcionar como um espaço de cuidado masculino.

Com mais de duas décadas de atuação no setor, Junior acompanhou de perto o boom das barbearias a partir de 2012, período em que barbas muito marcadas, com desenhos evidentes e contrastes fortes, dominaram o visual. Com o tempo, esse excesso começou a perder espaço. "Hoje, o cliente quer algo mais natural. Ele quer se olhar no espelho e se reconhecer", resume Paulo Junior.

Tintura para barba: correção, não transformação

Especialista em barba, Paulo Junior observa que a pigmentação também mudou de função ao longo do tempo. Antes, se usava para desenhar ou esconder falhas. Hoje, a maior procura é para disfarçar fios brancos.

Ao contrário do que muitos homens imaginam, a tintura para barba não tem caráter definitivo. "O procedimento é temporário, dura cerca de duas a três semanas e pode ser ajustado de acordo com o tom natural dos fios", explica Paulo Junior.

Essa característica ajuda a quebrar uma das principais objeções masculinas, o medo de parecer artificial. Quando realizada em locais especializados, a aplicação é pensada para reduzir contraste, não para criar um visual homogêneo demais. Não se trata de pintar a barba inteira, mas de corrigir.

Por que fazer em locais especializados faz diferença

Do ponto de vista técnico, a barba exige cuidados próprios. A esteticista e tricologista Ana Paula Barreto, que atua como embaixadora do Grupo Vermonth, explica que tratar a barba como cabelo é um erro comum. Segundo ela, o fio da barba é diferente e a pele do rosto é mais sensível. Por isso, não faz sentido usar qualquer tipo de coloração.

Com experiência em saúde dos fios e da pele, Ana Paula destaca que a evolução das fórmulas permitiu resultados mais controlados e naturais. "Hoje, muitos homens não querem eliminar totalmente o branco, apenas suavizar o contraste. A técnica evoluiu para permitir esse tipo de ajuste, respeitando o fio e a pele", diz a tricologista.

Um mercado que amadurece junto com o consumidor

Essa mudança de comportamento masculino também aparece nos números. Segundo o relatório Global Men's Personal Care Market, da Mordor Intelligence, o mercado global de cuidados pessoais voltados ao público masculino deve atingir US$ 47,06 bilhões em 2025 e crescer a uma taxa média de 6,39% ao ano até 2030, quando pode chegar a US$ 64,14 bilhões.

No Brasil, o avanço acompanha essa aceleração. A segunda edição do estudo Cosmentology®️, realizado pelo Grupo Croma, aponta que 72% dos homens brasileiros afirmam cuidar da própria aparência e não associam mais esse hábito a algo exclusivamente feminino. Em 2018, na primeira edição da pesquisa, esse percentual era de apenas 34%.

Os dados ajudam a contextualizar uma mudança estrutural em que o autocuidado masculino deixou de ser exceção e passou a ser incorporado como parte da rotina, especialmente quando oferece soluções práticas e compatíveis com a vida real.

Para uso profissional

A ampliação do uso da tintura para barba também vem acompanhada de soluções desenvolvidas especificamente para o atendimento profissional. Um exemplo é a linha de tinturas da Master, do Grupo Vermonth, destinada à aplicação em cílios, sobrancelhas e barba. Voltada a estúdios de estética e barbearias, a linha conta com sete tonalidades, que vão do loiro claro ao preto, o que garante adequação a diferentes tipos de fios e propostas de correção. A formulação foi desenvolvida para uso recorrente e em áreas sensíveis do rosto, com foco na segurança durante o procedimento.

O produto conta com ativos como vitamina B5, D-pantenol, óleo de jojoba e semente de uva, com ação voltada à proteção e ao cuidado dos fios durante a coloração. Além disso, é vegano, livre de PPD, amônia e parabenos, possui testes dermatológicos e oftalmológicos aprovados e registro na Anvisa, requisitos considerados essenciais por profissionais que trabalham com procedimentos frequentes.

Revista Malu Revista Malu
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