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Dia dos Pais: uma correspondência especial

12 ago 2018
09h00
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Dia dos Pais, um domingo especial. Além dos presentes: sapatos ou gravatas, tênis ou bermudas. Além da comemoração: almoço animado, aquela garrafa de vinho ou a cervejinha gelada. É preciso, corajosamente – principalmente quem de nós está buscando entendimento mais profundo dos mistérios – notar que nem tudo é um mar de rosas, pura alegria e contentamento.

Nesse contexto, gostaria de compartilhar duas mensagens (trocadas entre pai e filho) que apontam para a força do carma nos percursos e destinos. Conclusões? Prefiro que sigam abertas, estimulando a sensibilidade de cada um dos meus queridos leitores.

Uma correspondência especial
Uma correspondência especial
Foto: hoozone / iStock

Relato 1, a carta de João:

Tomás, meu amado filho: Cedo demais você cruzou o rio e nos deixou em meio a grande vazio. Hoje, numa data em que todos os pais recebem presentes, mais do que nunca, sinto falta dos seus ombros pequenos para abraçar. Mas não choro não! Aceito como presente dessa data saber que você, com sua capacidade de brincar, estimula e alegra de todos por ai. É isso que me alivia, filho, ainda que eu (egoísta?) quisesse ter outra vez um pouquinho de você só para mim. Com exclusividade, nem que fosse só por um dia – aquele dia perfeito! Mas, cedo você foi escolhido para repartir sua força e aceito essa circunstância como o presente que você pode me dar hoje. Como sempre, te agradeço por tudo e aguardo sereno o momento da nossa reunião. Beijo do teu amoroso pai.

Relato 2, a resposta de Tomás:

Querido pai. Quase um ano da nossa separação. Sigo pensando com carinho nos outros catorze que pude desfrutar ao seu lado. Você sempre me indicando o melhor caminho, as coisas e suas lições. Tudo o que aprendi no nosso breve estágio, carrego comigo, nitidamente como uma água pura em taça de fino cristal. Aqui, no outro plano, suas lições se despiram da força prática ou literal e ganharam uma realidade simbólica. Independente de cadarços e chaves-de-fenda, elas se tornaram exemplos maiores de vida, me fortalecem na trajetória de evolução em que me encontro. Por outro lado, querido pai, gostaria de vê-lo menos triste e abatido com nossa separação. Sei que você pode empregar sua inteligência e competência para ensinar tudo aquilo que não tive tempo para aprender para tantas pessoas que agora precisam desse conhecimento bem mais do que eu. As oportunidades surgirão e sei que você vai acolhê-las com a mesma resoluta determinação que sempre esteve presente nas nossas relações. É sempre com carinho filial que, nessa tua data, te abraço e beijo.

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Fonte: Marina Gold

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