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Dark Kitchen: descubra o que é e como funciona

Esse novo modelo de restaurante está dando o que falar, mas muitas pessoas ainda não sabem o que é; descubra agora

7 jun 2022 05h00
| atualizado às 10h39
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Foto: iStock

Não é novidade para ninguém que, com a pandemia, os serviços de delivery cresceram muito e já fazem parte da nossa rotina, principalmente em grandes capitais, como São Paulo. Esse cenário abriu espaço para que as Dark Kitchens surgissem, um modelo de negócio muito mais econômico para os empreendedores e que expande a área de entrega de restaurantes queridinhos e requisitados. 

Esse fenômeno se iniciou na Índia, Londres e Estados Unidos, há mais ou menos cinco anos, e promete crescer ainda mais. 

 

O que é uma Dark Kitchen?

Também conhecida como restaurante fantasma ou restaurante virtual, é um novo modelo de negócio que oferece apenas comida para viagem. Ou seja, você não consegue ir comer pessoalmente em uma dark kitchen, eles não têm sala de jantar, nem louças e muito menos garçons. 

O estabelecimento é apenas uma cozinha, que entrega comida diretamente aos seus clientes utilizando, principalmente, os aplicativos e serviços de entrega terceirizados. Na maioria das vezes, vários restaurantes diferentes operam na mesma dark kitchen compartilhada, reduzindo gastos e aumentando as possibilidades. 

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Em alguns casos, restaurantes que têm uma loja aberta para público alugam dark kitchens em outras regiões para entregar pedidos para um público maior. É uma oportunidade de explorar novos territórios da cidade e, até mesmo, novos públicos.

Nesses restaurantes fantasmas é possível encontrar desde hambúrgueres, marmitas e comidas japonesas, até pratos requintados, dignos de restaurantes cinco estrelas. 

Como funciona uma Dark Kitchen?

Na verdade, existem vários tipos de cozinhas fantasmas com esquemas diferentes, mas grandes dark kitchens funcionam mais ou menos no mesmo padrão. Vários restaurantes diferentes dividem o mesmo espaço, que possui vestiário, banheiro e uma área para que os motoboys aguardem os pedidos, e cada um desses estabelecimentos ocupa uma sala com fogão industrial, refrigerador, coifa e todos os aparatos de uma cozinha profissional. É como se fossem apartamentos, cada um tem sua conta de água, energia e gás.

Quando o pedido do cliente fica pronto, ele é levado a uma sala comum, onde é despachada por funcionários da dark kitchen, chamados de “runners”, para o motoboy, que então faz a entrega até o consumidor final. 

Foto: iStock

O grande problema das Dark Kitchens

Na capital paulista, estima-se que existam mais de 30 dark kitchens compartilhadas, tirando as que são exclusivas de um restaurante especifico. E apesar de serem muito mais baratas para os donos do negócio, também podem dar uma baita dor de cabeça, isso porque elas ainda não são regulamentadas pela lei. 

A falta de regulamentação está causando diversos problemas para quem é vizinho dessas cozinhas: a região fica congestionada de motos e bicicletas que vão buscar os pedidos, o cheiro de comida muita vezes entra nas casas que estão próximas e o barulho das cozinhas e dos equipamentos perturba os moradores.

Apesar desses problemas, as dark kitchens já são uma realidade e muita gente vem apostando no sucesso delas. Então, é preciso contar com o bom senso dos envolvidos enquanto o poder público não cria uma regulamentação específica para controlar e contornar os problemas que elas vêm causando. 

Redação Degusta
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