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Dica: como saber de onde vem a madeira que você compra?

8 fev 2012 - 09h05
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Sabrina Bevilacqua
Direto de São Paulo

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que, apenas nos meses de novembro e dezembro de 2011, foram detectados 207,59 km² de áreas desmatadas na Amazônia. E a madeira que você usa em casa pode ser proveniente dessas regiões desflorestadas. Para não agravar a situação e comprar um produto que, além de ter qualidade e ser ecologicamente adequado, socialmente justo e economicamente viável, é preciso ficar atento à origem da madeira ou do móvel que você compra.

Primeiro, vale lembrar que madeira legal e madeira certificada são coisas diferentes. A legal é aquela que segue regras para extração exigidas por lei. É um controle do governo para que a atividade não prejudique o ecossistema e o produtor pague os impostos corretamente. É algo que as empresas devem obrigatoriamente seguir. Programas voluntários, como o Cadastro de Comerciantes de Madeira no Estado de São Paulo (Cadmadeira), podem ajudar na identificação desses produtos. A lista de empresas paulistas que vendem madeira legal pode ser consultada clicando aqui. Outra opção, é pedir pelo o Documento de Origem Florestal (DOF) que é emitido pelo Ibama e também garante a origem do produto.

Para a coordenadora de certificação do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Daniele Rua, os mecanismos de controle do governo ainda não são suficientes para cuidar do meio ambiente e das questões sociais que envolvem o manejo. Por isso, a madeira certificada vai além das questões legais. Para receber o selo, a empresa exploradora deve também seguir alguns parâmetros de sustentabilidade estabelecidos por uma organização, não apenas pelo governo. Ela também passa por uma auditoria.

Isso não quer dizer deixar de retirar madeira das florestas, mas explorá-la de modo a promover empregos, desenvolvimento social e serviços com o menor impacto possível. "Queremos mostrar que a floresta pode ser mais valiosa de pé", diz Daniele. Outra característica importante é que é algo voluntário. A empresa decide se quer ter seu produto avaliado.

Para ter certeza de que aquele produto é ambientalmente e socialmente correto, o consumidor brasileiro tem poucas alternativas. São dois os selos que atestam isso: o FSC e o Cerflor. Eles têm a mesma função, mas o primeiro é reconhecido internacionalmente e o segundo nacionalmente. Se por aqui procurar por certificados não é comum, no exterior é exigência. Países europeus, por exemplo, levam a sério o compromisso com a origem dos produtos quem compram. Segundo Daniele, o mercado nacional ainda não privilegia o que é certificado por falta de conhecimento. "O senso comum é de que a madeira certificada é mais cara. Isso só acontece porque ela compete com a ilegal", explica.

Fonte: DiárioNet DiárioNet
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