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Maior iceberg do mundo está prestes a entrar em colapso, afirma Nasa

Iceberg A-23A, à deriva desde 1986, começou com 4 mil km², mas agora tem cerca de 1,1 mil km²

9 jan 2026 - 23h37
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A Nasa, agência aeroespacial dos Estados Unidos, divulgou na última quinta-feira, 8, uma imagem do maior iceberg do mundo, o A-23A, prestes a entrar em colapso, em algum lugar no Oceano Atlântico Sul entre o leste do continente sul-americano e as ilha da Geórgia do Sul.

Iceberg A-23A se desprendeu da Antártida em 1986 e hoje está reduzido a cerca de um quarto do seu tamanho original
Iceberg A-23A se desprendeu da Antártida em 1986 e hoje está reduzido a cerca de um quarto do seu tamanho original
Foto: Divulgação/NASA / Estadão

O A-23A se separou da Antártida em 1986. Na época, ele media 4 mil km² — para efeito de comparação, mais que o dobro da área da cidade de São Paulo (1.521 km²) e perto da área do Distrito Federal (5,8 mil km²). Desde então, o iceberg foi perdendo massa até chegar a 1.181 km², próximo à área da cidade do Rio de Janeiro (1,2 mil km²).

Também é possível observar uma fina linha branca ao redor da borda externa do iceberg, que parece reter a água azul derretida — um padrão de "baluarte-fosso" causado por uma curvatura do iceberg à medida que suas bordas derretem na linha d'água.

A imagem do satélite sugere que o iceberg tem uma fissura, o que pode ser o resultado do que o cientista aposentado da Universidade de Maryland, Chris Shuman, descreveu como "uma explosão", em que o peso da água acumulada no topo teria criado pressão suficiente nas bordas do A-23A para perfurá-las. A "explosão" teria permitido que a água derretida se espalhasse por dezenas de metros até a superfície do oceano.

Os cientistas dizem que esses sinais indicam que o iceberg pode estar a poucos dias ou semanas de se desintegrar completamente. "Certamente não espero que o A-23A dure até o fim do verão do hemisfério Sul", disse Shuman. Ele já está em águas com cerca de 3 graus Celsius e sendo empurrado por correntes que o levam para águas ainda mais quentes, que o corroerão rapidamente.

Mesmo para os padrões da Antártida, o A-23A teve uma jornada longa e sinuosa, repleta de capítulos inesperados que melhoraram a compreensão dos cientistas sobre os megaicebergs. Depois de ficar encalhado nas águas rasas do Mar de Weddell por mais de 30 anos, o A-23A se soltou em 2020 e passou vários meses em um vórtice oceânico giratório chamado coluna de Taylor.

Ele acabou girando e se dirigindo para o norte, quase colidindo com a ilha da Geórgia do Sul e ficando preso em águas rasas por vários meses antes de escapar para o oceano aberto, onde se fragmentou rapidamente ao longo de 2025.

Ao site da Nasa, os cientistas que acompanharam o iceberg durante toda a sua "vida" disseram ter um sentimento agridoce com o desaparecimento iminente. "Estou incrivelmente grato por termos tido os recursos de satélite que nos permitiram acompanhá-lo e documentar a sua evolução tão de perto.

O A-23A enfrenta o mesmo destino que outros icebergs antárticos, mas o seu percurso foi notavelmente longo e cheio de acontecimentos. É difícil acreditar que ele não estará mais conosco por muito tempo", disse Shuman.

Estadão
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