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Temporais que atingiram Minas Gerais podem chegar a São Paulo, ao Rio e Espírito Santo; veja quando

Inmet emitiu alerta vermelho, de grande perigo, para acumulados de chuva em áreas do Sudeste; Cemaden alertou que probabilidade de novas ocorrências em Juiz de Fora é 'muito alta'

25 fev 2026 - 10h57
(atualizado às 11h01)
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As fortes chuvas que deixaram mais de 30 mortos na Zona da Mata de Minas Gerais devem atingir outros Estados do Sudeste nos próximos dias, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O órgão emitiu um alerta vermelho, de grande perigo, para acumulados de chuva que abrangem áreas de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O aviso teve início às 9h45 de terça-feira, 24, e é válido até às 23h59 de sexta-feira, 27.

Nesse período, essas regiões podem registrar volumes de chuva superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia, o que aumenta o risco de grandes alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas.

Juiz de Fora foi a cidade mais afetada pelas fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais.
Juiz de Fora foi a cidade mais afetada pelas fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais.
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Nesses casos, a orientação do Inmet é desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, observar alterações nas encostas e permanecer em local seguro e abrigado.

O alerta vale para todo o território do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, além de partes de São Paulo, como a região metropolitana, o Vale do Paraíba e o litoral sul, e de Minas Gerais, incluindo a Zona da Mata, onde estão localizados as cidades de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, que foram tomadas pela água entre a noite de segunda-feira, 23, e a madrugada de terça-feira, 24.

Segundo o Inmet, a chuva não deve dar trégua em Minas Gerais até sábado, 28, devido à persistência de uma área de baixa pressão no litoral do Sudeste, aliada à circulação atmosférica em altitude. Nos próximos dias, o volume de chuva no Rio de Janeiro e no Espírito Santo também deve ser expressivo.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, informou, em boletim divulgado nesta quarta-feira, 25, que a possibilidade de permanência ou novas ocorrências de enxurradas, alagamentos, inundações e deslizamentos na região de Juiz de Fora é classificada como muito alta.

Isso se deve às condições críticas da drenagem urbana em razão dos acumulados dos últimos dias, à saturação do solo e à previsão de altos acumulados para os próximos dias, com pancadas de chuva generalizadas com intensidade moderada a forte.

Juiz de Fora enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história, com 589 milímetros acumulados até o momento - mais de três vezes o volume esperado para o mês, de 170 milímetros.

Para as áreas de Belo Horizonte e Barbacena, em Minas Gerais, Petrópolis e Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro, e São José dos Campos e São Paulo, em São Paulo, a possibilidade de enxurradas, alagamentos e inundações é classificada como alta pelo Cemaden.

Em São Paulo, o risco geológico é maior nos municípios litorâneos, por conta do elevado acumulado registrado nos últimos dias e da continuidade da chuva, o que favorece deslizamentos pontuais e esparsos nas encostas.

Estadão
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