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Primeiro ciclone extratropical do ano: veja quais os riscos e as áreas que devem ser atingidas

A formação do fenômeno ocorre no Sul do país e deve se concentrar naquela região; em São Paulo, devem ser sentidos apenas os ventos

9 jan 2026 - 04h59
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Resumo
O primeiro ciclone extratropical de 2026 se forma no Sul do Brasil, com previsão de fortes ventos, chuvas, descargas elétricas e granizo, atingindo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, enquanto São Paulo sentirá apenas ventos e chuvas leves.
Primeiro ciclone extratropical de 2026 se formará no Sul do Brasil
Primeiro ciclone extratropical de 2026 se formará no Sul do Brasil
Foto: Reprodução/Meteoblue

O primeiro ciclone extratropical de 2026 está se formando entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul e deve atingir a região Sul durante o final de semana. Isso ocorre devido a uma frente fria que se aproxima da região, e que vai provocar fortes chuvas e rajadas de vento durante os próximos dias. 

Em entrevista ao Terra, Rafael Le Masson, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explica que a formação desse fenômeno deve ocorrer entre o começo da noite de sexta-feira, 9, até a madrugada de sábado, 10. Com isso, a previsão é que possa ocorrer:

  • Pancadas de chuvas;
  • Descargas elétricas;
  • Rajadas de ventos e ventos constantes;
  • Chuva de granizo. 

“ Em todo o Rio Grande do Sul, a gente pode ter rajadas. Agora, se a gente for elencar, principalmente na fronteira com aquele cantinho ali da Argentina, ventos bem intensos de até 130 quilômetros por hora”, explica. O ciclone ainda deve avançar, chegando à Santa Catarina e até ao Mato Grosso do Sul. 

“Inclusive, em Santa Catarina, ele vem em sistemas de vento se deslocando ali do Paraguai passando naquele cantinho da Argentina e chegando na borda do oeste do Estado”, aponta. Os principais riscos são os danos provocados pelos ventos, além de alagamentos pontuais que podem ocorrer com caso tenha um grande volume de chuva por hora. É importante que a população esteja abrigada em local seguro.

Ao longo de sábado e domingo, o ciclone já deve chegar ao oceano, se afastando da região, não chegando a outros lugares, como no Sudeste. O meteorologista menciona que o estado de São Paulo vai experimentar os ventos associados ao que o ciclone provoca, além das chuvas. Isso deve ocorrer até domingo, 11. 

Como o ciclone extratropical se forma? 

Os ciclones extratropicais são mais comuns no outono e no inverno, mas também podem ocorrer no verão no Rio Grande do Sul. A meteorologista Andrea Ramos explica que esse fenômeno é um sistema de baixa pressão que se forma devido ao encontro de massas de ar com características distintas, como ar frio e seco de origem polar e ar quente e úmido de origem tropical. 

“Esse contraste gera frentes frias e quentes que se organizam ao redor do centro de baixa pressão, dando origem a um sistema assimétrico”, aponta. 

Diferente dos ciclones tropicais, que dependem da energia liberada pela evaporação, os ciclones extratropicais são alimentados pelo gradiente térmico entre as massas de ar, ocasionando tempestades associadas a pancadas de chuva, descargas elétricas, ventos fortes constantes, rajadas de vento e chance de granizo.

Fonte: Portal Terra
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