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Trump diz que está perdendo a paciência com Irã e que não pediu nenhum favor à China

15 mai 2026 - 08h08
(atualizado às 12h15)
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‌O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que sua paciência com o Irã estava se esgotando e que o presidente chinês, Xi Jinping, concordou que Teerã precisa reabrir o Estreito de Ormuz, mas a China não deu indícios de que se pronunciaria sobre o assunto.

Presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente chinês Xi Jinping em Pequim
 15 de maio de 2026   REUTERS/Evan Vucci
Presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente chinês Xi Jinping em Pequim 15 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci
Foto: Reuters

Ao retornar de Pequim na sexta-feira, após dois dias de conversas com Xi, Trump afirmou que estava considerando a possibilidade de ⁠suspender as sanções norte-americanas contra as empresas petrolíferas chinesas que compram petróleo iraniano. A China é a ‌maior compradora de petróleo do Irã.

Seus comentários não esclareceram se Pequim poderia usar sua influência sobre Teerã para pôr fim a um conflito que, segundo o governo chinês, jamais deveria ter ‌começado.

"Não estou pedindo favores porque, quando se pede favores, é ‌preciso retribuir", disse Trump, ao ser questionado por um repórter no avião de volta para ⁠casa se Xi havia se comprometido firmemente a pressionar os iranianos a reabrirem o estreito.

"Essencialmente, dizimamos as forças armadas deles (do Irã). Talvez tenhamos que fazer um pequeno trabalho de limpeza."

Xi não comentou sobre suas conversas com Trump a respeito do Irã, embora o Ministério das Relações Exteriores da China tenha emitido uma declaração contundente expressando a frustração de Pequim com a guerra contra o Irã.

"Este ‌conflito, que nunca deveria ter acontecido, não tem razão para continuar", afirmou o ministério.

"QUEREMOS O ESTREITO ABERTO", ‌DIZ TRUMP

O Irã praticamente fechou o ⁠estreito para a maior ⁠parte da navegação em resposta aos ataques de EUA e Israel que começaram em 28 de fevereiro, causando uma ⁠interrupção sem precedentes no fornecimento global de energia.

Os ‌EUA suspenderam seus ataques ao Irã ‌no mês passado, mas iniciaram um bloqueio aos portos iranianos. Teerã afirmou que não desbloquearia o estreito até que os EUA encerrassem o bloqueio. Trump ameaçou atacar o Irã novamente caso o país não chegue a um acordo.

"Não queremos que eles tenham uma arma nuclear, ⁠queremos o estreito aberto", disse Trump em Pequim, sentado ao lado de Xi.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã recebeu mensagens dos EUA indicando que Washington está disposta a continuar as negociações.

"Esperamos que, com o avanço das negociações, cheguemos a uma boa conclusão para que o Estreito de Ormuz possa ser completamente ‌assegurado e possamos acelerar a normalização do tráfego marítimo pelo estreito", declarou ele a repórteres em Nova Dhéli.

O Irã, que há muito nega ter a intenção de construir uma arma nuclear, se ⁠recusa a encerrar suas pesquisas nucleares ou a abrir mão de seu estoque secreto de urânio enriquecido, para frustração de Trump.

"Não serei muito mais paciente. Eles deveriam chegar a um acordo", disse Trump em uma entrevista exibida na noite de quinta-feira no programa "Hannity", da Fox News, sugerindo que o urânio enriquecido só precisa ser assegurado pelos EUA para "relações públicas" e não por necessidade prática.

Os preços do petróleo subiram cerca de 2%, para cerca de US$108 o barril, devido a preocupações com a falta de progresso na resolução do conflito.

Após as conversas entre Trump e Xi na quinta-feira, a Casa Branca disse que Xi deixou clara a oposição da China à militarização da hidrovia e a qualquer tentativa de cobrar um pedágio pelo seu uso, como o Irã ameaçou fazer.

Segundo Trump, Xi também prometeu não enviar equipamentos militares ao Irã. "Ele disse que não vai fornecer equipamentos militares, o que é uma grande declaração", afirmou Trump no programa "Hannity".

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