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Irã prende pelo menos quatro políticos da Frente Reformista

9 fev 2026 - 09h24
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O Partido da União do Povo Islâmico, do Irã, solicitou a libertação da secretária-geral Azar Mansouri, informou o jornal Shargh na segunda-feira, após sua prisão juntamente com ‌outros membros da Frente Reformista, um órgão que reúne reformistas e moderados iranianos.

Uma campanha ‌de prisões em massa e intimidação levou à prisão de milhares de pessoas, enquanto as autoridades tentam impedir novos protestos após a repressão do mês passado aos distúrbios mais sangrentos desde a Revolução Islâmica de 1979.

No domingo, a mídia estatal ‍informou que três figuras importantes da Frente Reformista do Irã foram presas, entre elas Ebrahim Asgharzadeh, Mohsen Aminzadeh e Azar Mansouri, que atua como chefe da frente.

Shargh disse que pelo menos mais dois membros da Frente ‌Reformista foram intimados a comparecer ao Ministério Público na ‌prisão de Evin, em Teerã, na terça-feira.

O porta-voz da Frente Reformista, Javad Emam, também foi preso, informou o advogado de Mansouri, Hojjat Kermani, na segunda-feira, acrescentando que não estava claro quais eram as acusações contra os detidos.

"Basicamente, não sabemos o que motivou essas prisões, porque a Frente Reformista ainda não emitiu uma declaração sobre os eventos recentes (protestos)", disse Kermani à Agência de Notícias Trabalhista Iraniana (ILNA). "Os indivíduos podem ter feito comentários por conta própria."

No domingo, o meio de comunicação do poder judiciário, Mizan, afirmou que "quatro elementos políticos importantes que apoiam o (regime) sionista e os Estados Unidos" foram indiciados, mas não deu detalhes.

Teerã atribuiu a violência relacionada aos distúrbios a "manifestantes e terroristas armados" que, segundo o país, foram apoiados por seus principais inimigos, Israel e Estados Unidos.

Declarações anteriores da Frente Reformista foram altamente críticas às autoridades. Após a guerra de 12 dias contra ‌Israel, seus membros alertaram que um "colapso gradual" aguardava o país se ele não adotasse reformas fundamentais.

Kermani disse, no entanto, que as recentes prisões não estavam relacionadas a um processo judicial iniciado contra a Frente após essa declaração.

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