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UE acusa Meta de violar regras de concorrência ao proibir IAs de outras empresas no WhatsApp

A União Europeia ameaçou, nesta segunda-feira (9), adotar "medidas provisórias" contra a Meta caso a empresa não abra seu aplicativo de mensagens WhatsApp para serviços de inteligência artificial desenvolvidos por concorrentes.

9 fev 2026 - 10h17
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A Comissão Europeia abriu uma investigação contra a Meta no fim de 2025 por "possível infração às regras de concorrência".

A conclusão é que o grupo abusou de sua posição dominante ao impedir o acesso ao WhatsApp de IAs criadas por outras empresas, favorecendo seu próprio assistente, o Meta AI. "A Comissão planeja, portanto, impor medidas provisórias para evitar que essa mudança cause danos sérios e irreparáveis", explicou o Executivo europeu.

"A inteligência artificial traz inovações incríveis aos consumidores, especialmente no mercado emergente de assistentes de IA. Devemos proteger a concorrência efetiva nesse setor dinâmico", destacou Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão responsável pela Concorrência. "Não podemos permitir que empresas de tecnologia dominantes explorem ilegalmente sua posição para obter uma vantagem indevida", acrescentou.

O governo Trump acusa a UE de usar sua regulamentação digital, uma das mais rígidas do mundo, contra as grandes empresas de tecnologia americanas.

Em outubro, a Meta anunciou às empresas que atuam na plataforma de mensagens, muito usada em países europeus, que elas não poderiam mais utilizar, dentro do aplicativo, serviços de IA desenvolvidos por fornecedores independentes. A medida entrou em vigor em 15 de janeiro. Os chatbots concorrentes eram usados no WhatsApp para responder automaticamente às solicitações dos usuários.

'Lógica distorcida'

A Meta negou que esteja desrespeitando as regras de concorrência europeias. "A UE não tem motivos para intervir neste caso", afirmou um porta-voz do grupo americano.

"Existem inúmeras opções em termos de IA, e as pessoas podem acessá-las por meio de lojas de aplicativos, sistemas operacionais, dispositivos, sites e parcerias", ressaltou a empresa que controla o WhatsApp, contestando a "lógica distorcida da Comissão", que transformaria o aplicativo de mensagens em "um grande canal de distribuição para chatbots".

Em dezembro, o grupo justificou sua nova política alegando que a proliferação de chatbots de IA no WhatsApp "sobrecarrega nossos sistemas, que não foram projetados para suportar tamanha carga".

A investigação da UE, aberta em dezembro, não inclui a Itália, onde a autoridade nacional de concorrência (AGCM) conduz sua própria investigação desde julho sobre a implementação do Meta AI no WhatsApp. Nesse contexto, Roma ordenou à Meta, em dezembro, que suspendesse os novos termos de uso do WhatsApp para empresas no mercado italiano.

Com agências

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