Mulher que matou vizinha será a execução de número 500 do Texas
O Texas está prestes a alcançar uma marca histórica: em breve o Estado americano deve executar o prisioneiro de número 500 desde que a pena de morte voltou a ser prevista pela Suprema Corte dos Estados Unidos, em 1976.
Ainda que haja possibilidade de uma prorrogação, a prisioneira Kimberly McCarthy será executada por uma injeção letal na próxima quarta-feira à noite por ter matado sua vizinha durante um roubo no ano de 1997.
Militantes contrários à pena de morte planejam uma manifestação na frente dos muros da prisão de mais de um século.
O Texas tem mais de 40% das mais de 1.300 execuções desde que Gary Gilmore foi executado em Utah por um pelotão de fuzilamento em 1977, tornando-se o primeiro prisioneiro morto pelo Estado após a legislação entrar em vigor no ano anterior.
A Virginia é o segundo Estado que mais executa no país, mas tem perto de 400 execuções a menos do que o Texas.
"Apesar disto, esperamos que o número total de execuções nos Estados Unidos caia novamente este ano, e que as sentenças de morte continuem diminuindo", disse Richard Dieter, diretor do Centro de Informação sobre a Pena de Morte (DPIC, na sigla em inglês).
Há atualmente 3.125 pessoas nos corredores da morte de todo o país. Com 78 penas de morte sentenciadas no ano passado, os juízes americanos optam cada vez menos por esta punição (são 75% menos sentenças de morte do que nos anos 90).
Proporcionalmente, os negros são mais condenados à morte do que os brancos, afirma Dieter, que explicou que esta minoria, que compõe 12% da população total, representa 35% dos executados e 42% dos condenados a morte.
Entre 60% e 65% da população do país é favorável à pena de morte.
Com informações da AP e AFP