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Estados Unidos

Sem comprovação científica, Donald Trump ataca remédio e pede para grávidas não o usarem

Em publicação, o presidente dos EUA também deu orientações sobre vacinas contra tríplice viral, gripe e hepatite B

5 jan 2026 - 20h52
(atualizado às 21h50)
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Resumo
Donald Trump criticou o uso do acetaminofeno (Tylenol) por grávidas e crianças, além de orientar sobre vacinas, sem apresentar comprovações científicas.
Donald Trump
Donald Trump
Foto: Reprodução/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar o uso do acetaminofeno, comercializado como Tylenol no país, nesta segunda-feira, 5. Em uma publicação na rede social Truth Social, ele pediu que mulheres grávidas não utilizem a medicação, a menos que seja “absolutamente necessário”, e que não a administrem a crianças pequenas “por praticamente nenhum motivo”.

“Mulheres grávidas, não usem Tylenol a menos que seja absolutamente necessário. Não deem Tylenol para seus filhos pequenos por praticamente nenhum motivo”, escreveu.

Em setembro do ano passado, Trump já havia atacado o Tylenol ao alegar que o medicamento aumentaria o risco de autismo em crianças quando usado por gestantes. A afirmação foi amplamente contestada por cientistas ao redor do mundo e é contradita por estudos científicos.

Na mesma publicação desta segunda-feira, Trump também deu orientações sobre a aplicação de vacinas MMR (tríplice viral) — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola por meio de vírus vivos atenuados — além das vacinas contra gripe e hepatite B. As declarações, no entanto, não foram acompanhadas de qualquer evidência científica.

O comentário foi feito no mesmo dia em que o governo federal anunciou a atualização do Calendário de Vacinação Infantil. Segundo o líder norte-americano, a principal mudança é que não serão mais exigidas 72 doses.

“Estamos adotando um calendário muito mais razoável, no qual todas as crianças serão vacinadas apenas contra 11 das doenças mais graves e perigosas. Os pais ainda podem optar por vacinar seus filhos com todas as vacinas, se desejarem, e elas continuarão cobertas pelo plano de saúde. No entanto, esse calendário atualizado finalmente alinha os Estados Unidos a outras nações desenvolvidas ao redor do mundo”, escreveu em uma publicação.

Fonte: Portal Terra
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