Governo Trump viu 'dancinhas' de Maduro como provocação antes de autorizar ataque à Venezuela, diz jornal
Fontes ligadas à Casa Branca apontaram que presidente venezuelano estaria zombando de alertas dos EUA sobre um possível confronto militar
O comportamento de Nicolás Maduro, incluindo danças públicas e declarações consideradas provocativas, foi visto como a 'gota d'água' que levou Donald Trump a autorizar um ataque militar à Venezuela, resultando na captura de Maduro e na posse interina de Delcy Rodríguez.
As manifestações de Nicolás Maduro ao longo dos últimos meses de 2025, com aparições em comícios, discursos e danças em público, são consideradas a 'gota d'água' que levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a autorizar a operação militar que culminou na captura do líder venezuelano no último sábado, 3.
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Em imagens divulgadas pela mídia estatal da Venezuela, Maduro apareceu dançando diante das câmeras, em aparente clima de descontração, em meio à tensão entre Caracas e Washington.
Em dezembro, o presidente chegou a causar polêmica ao dançar ao lado de um robô em uma feira. Em um outro evento no mesmo mês, Maduro declarou que o boné vermelho com os dizeres "No War, Yes Peace" será conhecido nacional e internacionalmente. Ele definiu ainda a frase como 'mensagem central'.
Na ocasião, ele também repetiu a frase e divulgou um vídeo viral em que canta contra a guerra em versão heavy metal: "Vocês sabem que eu sou roqueiro".
As publicações foram vistas como provocações diretas por integrantes do governo Trump, conforme divulgado pelo jornal The New York Times, que ouviu duas fontes ligadas à Casa Branca e avaliaram que Maduro estaria zombando dos alertas dos EUA sobre um possível confronto.
Após a captura de Maduro pelas forças armadas dos Estados Unidos, os militares da Venezuela reconheceram a vice-presidente Delcy Rodríguez como interina, empossada por até 90 dias neste domingo, 4.