Em 1997, cobriram um local deserto na Costa Rica com 12.000 toneladas de cascas de laranja; 16 anos depois, ninguém reconheceu a paisagem
O caso se tornou um dos exemplos mais marcantes de restauração ecológica por meio de resíduos agrícolas
Três décadas atrás, cobrir um terreno com milhares de toneladas de resíduos laranjas parecia a receita perfeita para causar um desastre ambiental. O surpreendente nessa história real é que, quando os cientistas retornaram ao local anos depois, o maior problema não era avaliar o experimento: era encontrá-lo. A paisagem havia mudado tanto que a placa que marcava o terreno desapareceu sob uma floresta exuberante.
A história começa em 1997, quando os ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs propuseram um acordo não convencional na Área de Conservação de Guanacaste, na Costa Rica. A empresa de suco Del Oro doaria parte de sua terra para o parque nacional e, em troca, poderia depositar as cascas e a polpa restantes de suas laranjas em uma antiga área de pastagens degradadas, incapaz de se regenerar sozinha. Assim, por apenas um ano, cerca de 1.000 caminhões descarregaram cerca de 12.000 toneladas de resíduos em três hectares de terra praticamente árida.
Uma empresa rival, a TicoFruit, denunciou que aquelas montanhas de resíduos estavam poluindo um parque nacional e levou o caso à Suprema Corte da Costa Rica. Eventualmente, A justiça decidiu a seu favor, o experimento foi cancelado e o local foi abandonado.
Por quinze anos, ninguém estudou seriamente esse episódio, até que, em 2013, o pesquisador Timothy Treuer decidiu retornar para ver o que havia acontecido com aquele "deserto". Ele foi recebido com uma surpresa totalmente inesperada. O terreno era tão diferente que ele ...
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