Seca na bacia do maior rio da Itália é considerada 'grave', aponta relatório
Piemonte e Lombardia têm sofrido com problemas de abastecimento
As condições de seca na bacia do Pó, maior rio em extensão da Itália, situado no norte do país, se agravaram ao nível máximo nesta quinta-feira (30).
Essa é a conclusão do Observatório de Uso da Água da Autoridade da Bacia do Rio Pó (AdbPo), segundo o qual, o alerta, referente a toda a bacia, se volta principalmente ao fornecimento de água potável.
No momento, "mais de 100 municípios no Piemonte e na Lombardia enfrentam problemas críticos de abastecimento", destacou o Observatório.
Em várias dessas áreas, caminhões-pipa têm sido utilizados há dias para reabastecer os reservatórios municipais e garantir o fornecimento contínuo de água à população local
Já no Vale de Aosta, o relatório aponta que a disponibilidade total de água nos últimos seis meses caiu 20%, com as vazões do rio Dora Baltea, um dos principais afluentes do Pó, abaixo da média sazonal. O nível de armazenamento nos principais reservatórios da região está atualmente em 45%.
Na Ligúria, as nascentes permanecem comprometidas devido à queda dos níveis do lençol freático, enquanto na Emilia-Romanha, os reservatórios de Mignano (24,8%) e Molato (15,5%) estão em queda - a situação é melhor na região de Bolonha, onde os reservatórios de Suviana (92%), Brasimone (67%) e Renovivo (78%) são suficientes para atender às necessidades locais.
Nem mesmo a região dos Grandes Lagos se salvou da crise hídrica: o Lago Maggiore perdeu 7% de seu volume de água na última semana, assim como o de Iseo; já os Lagos de Como e Garda retraíram 6% de seus volumes e o de Idro, 1%.
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