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Uma mãe e sua filha recolheram lixo e, com ele, construíram uma casa de sete cômodos e cerca de 8 mil garrafas de vidro

Na Ilha de Itamaracá, o lixo transforma-se em paredes e telhados: a "Casa de Sal", no Brasil, serve hoje tanto como residência quanto como destino de ecoturismo

14 set 2026 - 17h31
(atualizado às 17h42)
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Resumo
Na Ilha de Itamaracá, Pernambuco, Edna Dantas e sua filha Maria Gabrielly construíram a Casa de Sal, uma residência de 70 metros quadrados e sete cômodos feita com cerca de 8 mil garrafas de vidro recolhidas de praias e manguezais. Iniciada em 2020, a obra uniu necessidade e sustentabilidade, aproveitando a vasta experiência de Edna em cooperativas de reciclagem para transformar resíduos descartados no meio ambiente na estrutura do próprio lar.
Uma mãe e sua filha recolheram lixo e, com ele, construíram uma casa de sete cômodos e cerca de 8.000 garrafas de vidro.
Uma mãe e sua filha recolheram lixo e, com ele, construíram uma casa de sete cômodos e cerca de 8.000 garrafas de vidro.
Foto: Xataka

O que outros simplesmente descartavam tornou-se, para Edna Dantas e sua filha Maria Gabrielly, material de construção para sua própria casa.

Na Ilha de Itamaracá, uma ilha tropical e município do estado brasileiro de Pernambuco, as duas mulheres construíram a sua "Casa de Sal".

Diversos relatos indicam que esse nome faz referência tanto ao mar, que fica logo ali na porta, quanto à areia, matéria-prima essencial para a fabricação do vidro.

A "Casa de Sal" possui cerca de 70 metros quadrados, com sete cômodos e paredes que incorporam aproximadamente 8 mil garrafas de vidro vazias.

A ideia, porém, não surgiu de um projeto arquitetônico formal, mas sim ao observarem a sua nova "vizinhança".

O material de construção estava por toda parte

Após se mudarem para Itamaracá, mãe e filha encontraram garrafas de vidro descartadas de forma descuidada em praias, manguezais e terrenos baldios.

Edna já trazia consigo décadas de experiência em reaproveitamento: seus pais lhe ensinaram, desde cedo, como criar algo novo a partir do que era considerado lixo. Embora isso fosse motivado mais pela necessidade do que pela preocupação ambiental, a reutilização de materiais já fazia parte do seu cotidiano desde cedo.

Mais tarde, Edna trabalhou por muito tempo em diversas cooperativas de reciclagem e aplicou o conhecimento adquirido nesses locais na construção da Casa de Sal.

Assim, utilizar "resíduos" em sua própria casa foi uma escolha natural. As obras começaram em 2020.

As garrafas coletadas foram ...

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