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Estudo alerta para avanço de extremos climáticos no centro-norte da Amazônia

Pesquisa com mais de 50 cientistas aponta impactos severos sobre a biodiversidade e populações locais às vésperas do El Niño de 2026

10 set 2026 - 14h20
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Resumo
Estudo com mais de 50 cientistas revela aumento acelerado de extremos climáticos no centro-norte da Amazônia, impactando biodiversidade, populações locais e segurança alimentar, com agravantes esperados devido ao El Niño de 2026.

Uma área da Amazônia antes considerada um refúgio contra os efeitos mais severos do clima está, na verdade, na linha de frente de uma mudança perigosa. Pesquisadores da Universidade de Lancaster e parceiros internacionais identificaram que a região centro-norte do bioma apresenta o crescimento mais acelerado de extremos climáticos nos últimos 43 anos.

Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

O estudo, publicado na Communications Earth & Environment, destaca que essa aceleração não pode ser explicada pelo desmatamento local, mas sim por um impacto direto das mudanças climáticas globais. O levantamento foi conduzido em parceria com o WWF-UK e reuniu mais de 50 especialistas.

O mapeamento dividiu o território em células de 11 quilômetros para avaliar variações térmicas e estresse hídrico entre 1981 e 2023, combinando dados de satélites com registros de estações meteorológicas locais.

A análise diferenciou a tendência climática média dos eventos excepcionais de calor e seca. Enquanto o sul do bioma lidera o aquecimento médio contínuo, a porção centro-norte concentra a maior aceleração de episódios extremos, indicando que a transformação climática não ocorre de maneira homogênea no território.

Quais são os impactos ecológicos observados?

Registros científicos recentes apontam a primeira mortalidade em massa de mamíferos na floresta, incluindo preguiças encontradas sem vida no solo e na vegetação baixa. O estresse térmico também provocou o encolhimento de populações de aves, além de alterar a expectativa de vida e o comportamento dessas espécies.

Secas severas e queimadas de grandes proporções comprometeram a qualidade do ar na região metropolitana de Manaus. O recuo no nível das águas inviabilizou a navegação convencional em rios e igarapés, isolando comunidades tradicionais e prejudicando a saúde dos habitantes da floresta.

Como a população local é afetada?

A perda de estabilidade ambiental ameaça a segurança alimentar e a colheita de produtos extrativistas tradicionais, como o açaí. Conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os danos socioeconômicos colocam em risco a implantação de políticas públicas voltadas à restauração florestal e à bioeconomia.

A aproximação de um novo evento do El Niño eleva a preocupação dos pesquisadores sobre a capacidade de regeneração da vegetação, que enfrentou estiagem severa em 2024. A contenção do desmatamento e ações coordenadas de mitigação global continuam sendo as principais medidas apontadas para evitar o colapso dos ecossistemas amazônicos.

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TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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