Após 20 anos de litígio, Justiça espanhola obriga mineradora israelense a retirar 45 milhões de toneladas de resíduos contaminantes
A polêmica empresa Iberpotash perde sua última cartada
Após duas décadas de disputas judiciais, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha determinou que a mineradora israelense Iberpotash desmonte a montanha artificial de 45 milhões de toneladas de resíduos de sal tóxico em Sallent de Llobregat, Barcelona. Acumulado a céu aberto e sem tratamento desde os anos 1970 na colina de Cogulló, o depósito herdado e expandido pela empresa tornou-se um dos maiores riscos ecológicos da região, motivando protestos de moradores e ações legais contra o impacto ambiental.
Uma empresa controlada pelo Estado de Israel acumulou durante décadas uma montanha artificial de sal tóxico em Barcelona, na Espanha. Após duas décadas de recursos judiciais, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha rejeitou a última tentativa da empresa de evitar a retirada de toneladas de resíduos. A química israelense Iberpotash, dona da centenária mina de Súria, se vê assim diante da obrigação imposta pelo TSJC de desmontar a montanha de sal contaminante que acumulou na colina de Cogulló, no município de Sallent de Llobregat, onde existia um antigo povoado ibérico. É um dos maiores focos de risco ecológico da Catalunha.
A mineração na região de Bages começou em 1900, quando o engenheiro Emili Viader escavou um poço de 50 metros em Súria para extrair sal. Em 1912, foi descoberto potássio na bacia salina catalã; em 1929, a Potasas Ibéricas começou a extraí-lo em Sallent. Em 1998, a Israel Chemicals Limited (ICL), controlada majoritariamente pelo conglomerado Israel Corporation, comprou o negócio da SEPI por pouco mais de 17 bilhões de pesetas e criou a Iberpotash.
De brinde, herdou a montanha de resíduos que já crescia desde o fim dos anos 1970. Toneladas de resíduos salinos a céu aberto, sem tratamento. O depósito de El Cogulló continuou crescendo até se tornar a montanha mais alta da região de Bages.
O povo se cansou
Em 2006, a associação de moradores do bairro de Rampinya, em Sallent, pediu à prefeitura que abrisse um processo urbanístico contra a empresa. Como o ...
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