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Dia da Amazônia: o que podemos aprender com as falas de ambientalistas no Encontro Futuro Vivo

Encontro reuniu especialistas de diferentes frentes com o objetivo de discutir o futuro do planeta

5 set 2026 - 04h58
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Dia da Amazônia, celebrado neste sábado, 5, foi criado para conscientizar a sociedade sobre os cuidados necessários para a manutenção da maior floresta tropical do mundo. O bioma, que abrange quase 50% do território brasileiro, necessita cada vez mais de cuidados por quem o habita e por quem há de habitá-lo.

No Encontro Futuro Vivo, realizado em São Paulo na última terça-feira, 1º, a bióloga e líder indígena Raquel Tupinambá destacou a forma como os povos originários enxergam a floresta e a preservação ambiental.

"Nós somos vistos como pobres. Todos os indígenas de territórios são enquadrados no Bolsa Família como pobreza extrema. Essa é a lógica que opera no sistema capitalista. As pessoas do território também são vistas como mão de obra barata", declarou.

Raquel Tupinambá
Raquel Tupinambá
Foto: Encontro Futuro Vivo/Divulgação

De acordo com a líder indígena, o meio ambiente não é apenas dos humanos, mas também dos seres de outras dimensões. Desta forma, proteger a Amazônia significa reconhecer os povos que vivem no território e seus diferentes modos de compreender a natureza. O futuro sustentável discutido no evento vai além da floresta e passa por questões sociais, educação, tecnologia e pela forma como lidamos com a própria vida.

Raquel Tupinambá
Raquel Tupinambá
Foto: Encontro Futuro Vivo/Divulgação

Christian Gebara, CEO da Vivo, abriu o Encontro Futuro Vivo destacando os trabalhos que a empresa tem feito em prol da preservação do bioma, incluindo a Floresta Futuro Vivo, um compromisso de 30 anos, que visa restaurar e proteger 800 hectares de áreas degradadas na Amazônia.

"Não nos eximimos da responsabilidade. Cada um de nós é parte desse ecossistema e pode fazer a diferença para regenerar nosso planeta", disse.

Christian Gebara
Christian Gebara
Foto: Encontro Futuro Vivo/Divulgação

Gaya Herrington, professora adjunta da Universidade de Harvard, destacou o papel das políticas públicas na vida das comunidades, em especial as que habitam a Floresta Amazônica. Além disso, ela também defendeu as biorregiões como forma de organizar as populações em meio à floresta.

"Uma vez que nossas necessidades básicas estão assistidas, há mais altruísmo e vontade de trabalhar em comunidade. Por isso, a divisão de biorregiões faz com que as organizações humanas se construam em comunidades saudáveis", afirmou.

Gaya Herrington
Gaya Herrington
Foto: Encontro Futuro Vivo/Divulgação

Além de ambientalistas, a programação do Encontro Futuro Vivo contou com uma apresentação artística da atriz Denise Fraga, trazendo uma reflexão sobre a finitude da vida e como isso se relaciona com o tempo que temos no meio ambiente.

A atriz também compartilhou uma experiência pessoal que teve com a mãe que faleceu. "Todos os dias eu acordava pensando que poderia ser o último dia. Ver a minha mãe cansada, dizendo que já tinha vivido e feito tudo que quis, me mudou", refletiu.

Denise Fraga
Denise Fraga
Foto: Encontro Futuro Vivo/Divulgação

Já a escritora Conceição Evaristo exaltou o quanto a literatura a fez enxergar o mundo com outros olhos. "O contato com a biblioteca pública foi o que fez com que a pobreza material não fizesse com que eu sucumbisse. Minha casa era cheia de carências, mas cheia de palavras", compartilhou.

Conceição Evaristo
Conceição Evaristo
Foto: Encontro Futuro Vivo/Divulgação
Fonte: Portal Terra
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