Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Futuro Vivo

Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

‘A IA pode fazer muitas coisas, mas não pode contar uma experiência pessoal’, reflete Nora Bateson

Convidada do Encontro Futuro Vivo, a cientista debateu os aspectos das relações humanas e da natureza com base na teoria ‘warm data'

1 set 2026 - 18h34
Compartilhar
Exibir comentários
Nora Bateson explica como natureza e pessoas pensam de formas diferentes:

Neta do geólogo que cunhou o termo "genética" e filha do antropólogo Gregory Bateson, a cientista Nora Bateson declarou que a inteligência artificial pode fazer muitas coisas pela humanidade, mas não pode contar uma história de seu ponto de vista pessoal ou de uma experiência social.

  • O Encontro Futuro Vivo reúne especialistas e lideranças que são referência em desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo; assista ao encontro

“Sempre que me encontro em uma conversa em que há uma polarização, eu gosto de contar uma história sobre a minha vida, oferecer algo que vem da minha experiência pessoal. Mesmo que pareça estranho fazer isso, porque vivemos em tempos estranhos, o que acontece quando contamos histórias é que desdobramos em experiências e compartilhamos nosso conhecimento. É assim que os humanos têm aprendido”, afirmou.

Nora criou o conceito da warm data (dados quentes, em português), conceito no qual se acredita que os dados capturam a dinâmica qualitativa e as conexões que ocorrem em diferentes contextos. Ela foi uma das convidadas do Encontro Futuro Vivo realizado nesta terça-feira, 1º, no Teatro Vivo, na capital paulista. 

Questionada pela reportagem do Terra sobre como é possível enxergar a sustentabilidade e os cuidados com a natureza para além dos números e das metas, Nora respondeu que a sustentabilidade é uma questão de identidade e que vai além da economia.

Nora Bateson destaca papel da relação intergeracional em desenvolvimento sustentável para o futuro:

“Uma das razões pelas quais as pessoas querem ter segurança econômica, além de simplesmente poderem alimentar seus filhos, é criar uma identidade em uma cultura que valoriza a segurança econômica. Parte do que observamos em termos de consumismo está, na verdade, canalizando uma necessidade de mostrar quem somos, e de fazer com que essa pessoa que gostaríamos de retratar seja amável”, refletiu. 

De acordo com a teoria de Nora, diferentes aspectos da vida se comunicam entre si. Por exemplo, uma mãe que está amamentando um bebê acaba envolvendo muitos sistemas e objetivos. Ela explica que é um dever que você nutra o bebê para que ele viva, mas é preciso também respirar, se cuidar, ter boas relações.

“Para além disso, o que ocorre nessa relação é uma transmissão de intelecto, memória, amor, emoção, conexão e comunidade. Para mim, é um exercício diário observar e prestar atenção nas coisas que fazemos. Os diferentes aspectos da sua vida estão comunicando emergência. São processos difíceis, porque trazem emoção consigo”, destacou.

Para ela, a ideia que gira em torno da sustentabilidade envolve a continuação da vida e a reflexão sobre quais tipos de mudanças precisam ser feitas para tornar o mundo limpo o suficiente para que esses bebês possam ser “amamentados”.

“Precisamos fazer isso em uma comunidade respeitosa, com um solo que produza alimento, água limpa, ar limpo e roupas feitas por pessoas que possam alimentar esses bebês. No entanto, lidamos com outros traços difíceis da condição humana, como vício, corrupção e ganância”, ressaltou.

Fonte: Portal Terra
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra