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Agosto de 2026 é o mês mais quente já registrado, diz órgão da UE

Período registrou temperatura média 1,65ºC acima da era pré-industrial

10 set 2026 - 12h11
(atualizado às 12h17)
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Resumo
Segundo o observatório Copernicus da UE, agosto de 2026 foi o mês mais quente da história, com média de 16,96ºC — 1,65ºC acima dos níveis pré-industriais e empatado com julho de 2023. O trimestre de verão também igualou recordes históricos, impulsionado pelo calor extremo na Europa e pela temperatura inédita dos oceanos. Cientistas alertam que o avanço contínuo das emissões de combustíveis fósseis e o ápice do fenômeno El Niño tendem a agravar a crise climática e quebrar novas marcas no planeta.

O mês de agosto de 2026 foi o mais quente já registrado na história da humanidade, superando julho de 2023 em 0,01ºC, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, sistema de observação da Terra da União Europeia.

Termômetro marca 48ºC em Paris, capital da França, durante o verão europeu de 2026
Termômetro marca 48ºC em Paris, capital da França, durante o verão europeu de 2026
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

No entanto, o organismo considera os dois meses como empatados devido à pequena diferença entre eles.

Segundo o relatório do Copernicus, agosto passado registrou uma temperatura média de 16,96ºC, 1,65ºC maior que a cifra medida entre 1850 e 1900, a chamada era pré-industrial, que serve de referência para metas contra o aquecimento global.

Também é o primeiro mês desde novembro de 2025 em que a temperatura média do planeta fica mais de 1,5ºC acima do período pré-industrial. Além disso, o trimestre entre junho e agosto de 2026 foi o mais quente já registrado, empatado com o mesmo período de 2024.

A estação foi marcada por calor recorde na Europa Ocidental no verão, superando amplamente a marca de 2003, com temperaturas acima da média de forma mais precoce, persistente e intensa do que nos anos anteriores, além de estiagens severas e incêndios florestais por toda a região.

Já a temperatura da superfície do oceano extrapolar (entre o paralelo 60º Sul e o paralelo 60º Norte) em agosto de 2026 foi a mais alta já registrada para o mês, atingindo 21,07°C. Isso superou o recorde anterior para agosto, de 20,98°C, estabelecido em 2023.

O aquecimento global é causado pelas emissões de gases do efeito estufa, como dióxido de carbono (CO2) e metano, que continuam aumentando, apesar dos alertas de cientistas de que elas precisam iniciar imediatamente uma trajetória de queda para garantir o cumprimento da meta de 1,5ºC até o fim do século.

"As evidências são irrefutáveis: este é o preço crescente da dependência da humanidade em combustíveis fósseis e da crise climática global que ela alimenta", disse Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

Cientistas preveem que recordes continuem sendo quebrados nos próximos meses, à medida que o "super" El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, se aproxime de sua intensidade máxima, por volta de dezembro.

Ansa - Brasil
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