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Quem é Nicolás Maduro e quais são as acusações contra ele nos Estados Unidos

Saiba mais sobre o período de Maduro no poder na Venezuela

3 jan 2026 - 09h59
(atualizado às 10h00)
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No dia 3 de janeiro de 2016, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que, após ataques militares em diversas áreas da Venezuela, o ditador venezuelano Nicolás Maduro "havia sido capturado e levado para fora do país junto com sua esposa", Cilia Flores.

Segundo Trump, a captura "foi realizada em conjunto com as forças de segurança dos EUA". A operação incluiu bombardeios em Caracas, a capital da Venezuela, e em outras localidades do país.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro
O presidente venezuelano Nicolás Maduro
Foto: GettyImages

Saiba mais sobre o período de Maduro no poder na Venezuela:

Maduro chegou ao poder em meio a alegações de fraude eleitoral

Nicolás Maduro assumiu a presidência da Venezuela em abril de 2013, após ser declarado vencedor (com uma margem de 1,49%) nas eleições presidenciais realizadas após a morte de Hugo Chávez.

O candidato da oposição na época, Henrique Capriles, denunciou fraude eleitoral e exigiu uma auditoria completa dos votos. Algo que nunca aconteceu.

Ele enfrenta acusações criminais por tráfico de drogas nos Estados Unidos

Desde março de 2020, Maduro enfrenta acusações criminais no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. A acusação apresentada por um júri o identifica como um dos líderes do Cartel dos Sóis, "uma organização venezuelana de narcotráfico composta por altos funcionários do governo venezuelano que abusaram do povo venezuelano e corromperam as instituições legítimas da Venezuela — incluindo partes das Forças Armadas, do aparato de inteligência, do legislativo e do judiciário — para facilitar a importação de toneladas de cocaína para os Estados Unidos".

O Gabinete do Procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York afirma que "o nome do cartel se refere à insígnia do sol usada nos uniformes de oficiais militares venezuelanos de alta patente".

A acusação detalha como Maduro, após assumir a presidência em 2013:

  • Negociou remessas de várias toneladas de cocaína produzidas pelo grupo guerrilheiro colombiano Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
  • Ordenou ao Cartel dos Sóis que fornecesse armas às FARC.
  • Coordenou com Honduras e outros países para facilitar o tráfico de drogas em larga escala

Além de Maduro, a promotoria indiciou outros 14 oficiais do regime, incluindo Diosdado Cabello, uma das figuras mais poderosas do regime, e Hugo Armando Carvajal Barrios, um ex-general que está sob custódia no Distrito Sul de Nova York e se declarou culpado em junho de 2025 por conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e tráfico de drogas para apoiar as FARC.

Segundo a promotoria, entre 200 e 250 toneladas métricas de cocaína são traficadas da Venezuela. Isso representa entre 10% e 13% da produção global anual estimada, de acordo com o Relatório de Estratégia Internacional de Controle de Narcóticos (INCSR) de 2025, um relatório anual do Departamento de Estado apresentado ao Congresso.

Maduro cometeu fraude eleitoral em 2024

Maduro permaneceu no poder apesar de ter perdido a eleição presidencial de 28 de julho de 2024 para o candidato da oposição Edmundo González Urrutia, como demonstrado pelos registros eleitorais obtidos pela oposição e verificados por organizações internacionais. O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (controlado por Maduro) o declarou vencedor sem apresentar os registros ou permitir auditorias.

González Urrutia era o candidato apoiado pela líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, cuja candidatura foi vetada pelo regime. González Urrutia está atualmente exilado, assim como María Corina, que deixou a Venezuela para receber o Prêmio Nobel na Noruega.

O regime de Maduro está sendo investigado por crimes contra a humanidade

O regime de Maduro está sendo investigado por crimes contra a humanidade perante o Tribunal Penal Internacional por violações de direitos humanos documentadas desde 2014. Após perder a eleição presidencial de 2014, a ditadura venezuelana empregou "práticas de terrorismo de Estado", conforme determinado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Abusos contra aqueles que expressaram sua oposição à ditadura foram documentados pela Organização dos Estados Americanos (OEA), Human Rights Watch e Anistia Internacional, entre outras organizações.

Desde que Maduro assumiu o poder em 2013, mais de 18 mil pessoas foram presas por motivos políticos, segundo a organização venezuelana de direitos humanos Foro Penal.

Um terço da população deixou o país durante a ditadura de Maduro

Segundo o ACNUR, sob o regime de Maduro, ocorreu "o maior êxodo da história recente da América Latina" e "uma das maiores crises de deslocamento internacional do mundo". De acordo com dados dessa agência da ONU, quase 8 milhões de venezuelanos (quase um terço da população) deixaram o país. A maioria o fez entre 2016 e 2022.

Um relatório da organização não governamental Human Rights Watch indica que os venezuelanos estão deixando o país devido a uma combinação de condições econômicas precárias e emergência humanitária, além de repressão, detenções arbitrárias, perseguição e violência por parte das forças de segurança e grupos armados.

Estadão
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