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França suspende importação agrícola da América do Sul por substâncias proibidas e pressiona Mercosul

A França anunciou domingo (4) que vai suspender a entrada de produtos agrícolas da América do Sul que tenham resíduos de substâncias proibidas na União Europeia. A medida, divulgada pelo premiê Sébastien Lecornu, inclui frutas como abacate, manga e cítricos, e ocorre em meio aos protestos de agricultores contra a gestão da dermatose bovina e o acordo UE‑Mercosul, ainda sem assinatura prevista.

4 jan 2026 - 10h15
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A França vai suspender a importação de produtos agrícolas provenientes da América do Sul que contenham resíduos de substâncias proibidas na União Europeia, anunciou neste domingo (4) o primeiro-ministro Sébastien Lecornu.

Segundo ele, uma portaria será publicada nos próximos dias por iniciativa da ministra da Agricultura, Annie Genevard, para interromper a entrada de produtos que apresentem resíduos de mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim. A informação foi divulgada pelo primeiro-ministro em uma mensagem publicada na rede X.

"Abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs vindos da América do Sul ou de qualquer outro lugar não poderão mais entrar no território nacional", afirmou. "Haverá fiscalização reforçada por uma brigada especializada para garantir o cumprimento das nossas normas sanitárias", acrescentou Lecornu.

"Primeira etapa"

De acordo com o primeiro-ministro francês, essa é "a primeira etapa para proteger nossas cadeias produtivas e nossos consumidores, além de combater a concorrência desleal, um verdadeiro desafio de justiça e equidade para nossos agricultores".

O anúncio ocorre em meio aos bloqueios e manifestações organizados por agricultores franceses desde dezembro, em protesto contra a gestão da dermatose nodular contagiosa (DNC) bovina e contra o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

O acordo de livre-comércio entre a UE e o bloco sul-americano — formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — ainda precisa ser oficialmente assinado, mas enfrenta oposição de vários países europeus. A Comissão Europeia tentou acalmar os agricultores propondo cláusulas de salvaguarda para determinados produtos agrícolas, como a carne bovina.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou em 18 de dezembro aos líderes dos países da UE que a assinatura do acordo havia sido adiada para janeiro, segundo fontes europeias ouvidas pela Reuters.

Com agências

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