Quatro corpos de vítimas de incêndio em bar na Suíça são reconhecidos oficialmente pela polícia
Os primeiros corpos das 40 vítimas do incêndio em um bar na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, foram identificados oficialmente, informaram as autoridades locais neste sábado (3). O trabalho de investigação e identificação das outras pessoas continua.
Segundo a polícia do cantão de Valais, no sudoeste da Suíça, todos os quatro identificados são suíços: duas mulheres, de 21 e 16 anos, e dois homens, de 18 e 16. Os corpos já foram liberados para suas respectivas famílias.
Além deles, a Federação Italiana de Golfe já havia anunciado que um jovem atleta italiano estava entre os mortos no trágico incêndio, que ocorreu na virada do ano. Segundo comunicado da entidade, Emanuele Galeppini, de 16 anos, descrito como um "atleta apaixonado", morreu no incêndio em Crans-Montana. A informação, no entanto, não foi oficializada pelas autoridades suíças até o momento.
A identificação do restante dos corpos pode levar dias, advertem os investigadores. Por conta disso, foram abertos inquéritos para os desaparecidos em conjunto com diversos países, incluindo Bélgica, França, Itália, Portugal, Filipinas, Romênia, Sérvia e Turquia.
Identificação dos sobreviventes avança
Entre os sobreviventes, a situação avança mais rápido. Na sexta-feira (2), 113 dos 119 feridos já haviam sido formalmente identificados: 71 suíços, 14 franceses (16, segundo o Ministério das Relações Exteriores francês neste sábado), 11 italianos, quatro sérvios, além de um bósnio, um belga, um luxemburguês, um polonês e um português.
Em sua última atualização sobre a ativação do Mecanismo de Proteção Civil para resposta a emergências, a Comissão Europeia indicou em Bruxelas que 24 vítimas de queimaduras foram transferidas para hospitais na França, Bélgica, Alemanha e Itália até sexta-feira.
O incêndio atingiu o bar Le Constellation, que fica na luxuosa estação de esqui de Crans-Montana, no sul da Suíça. O estabelecimento tinha capacidade para 300 pessoas no interior e outras 40 na varanda, segundo autoridades locais. A tragédia ocorreu por volta da 1h30 da madrugada desta quinta-feira, durante a comemoração do Ano-Novo.
O presidente da Suíça, Guy Parmelin, descreveu o incidente como "uma das piores tragédias" que o país já vivenciou. Ele anunciou cinco dias de luto e bandeiras hasteadas a meio mastro em respeito às vítimas neste período.
Os responsáveis pela investigação reafirmaram que a principal teoria é a de "um incêndio de grandes proporções que causou uma explosão", descartando a possibilidade de terrorismo. As causas, no entanto, ainda estão sendo apuradas, de acordo com a polícia.
RFI com AFP