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Esboço de declaração final do G7 retira menção ao aborto

Movimento teria sido encampado pelo governo italiano

13 jun 2024 - 09h57
(atualizado às 10h24)
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O comunicado final da cúpula de líderes do G7 em Borgo Egnazia, na Itália, deve excluir qualquer menção à palavra aborto.

    Segundo esboço visto pela ANSA, o texto reitera os compromissos assumidos pelas sete potências "no comunicado final do G7 de Hiroshima [em 2023] para um acesso universal, adequado e sustentável das mulheres aos serviços sanitários, incluindo os direitos à reprodução".

    O documento da cúpula do ano passado, no entanto, falava explicitamente em garantir o acesso "ao aborto legal e seguro e a cuidados pós-aborto", formulação que não aparece no texto que será submetido aos líderes em Borgo Egnazia.

    A retirada da menção ao aborto teria sido encampada pela premiê de direita Giorgi Meloni, primeira mulher a governar a Itália e que é alvo de críticas da oposição por uma suposta deriva contra os direitos reprodutivos.

    "A Itália deveria desempenhar um papel de destaque, mas coloca em discussão um direito fundamental das mulheres. É uma vergonha nacional", atacou a líder do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), Elly Schlein.

    Já o senador de centro Ivan Scalfarotto, do Itália Viva (IV), disse que o governo Meloni protagonizou o "enésimo papelão em nível internacional".

Ansa - Brasil   
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