Dinamarca defende presença permanente da Otan na Groenlândia
Frederiksen alertou que Trump 'não mudou sua retórica' sobre a ilha
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, defendeu que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tenha uma presença "permanente" na Groenlândia, território que foi alvo de ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"Estamos satisfeitos com o envolvimento da Otan na segurança do Ártico e defendemos uma presença permanente da aliança na Groenlândia e em seus arredores. No entanto, também precisamos que as metas de capacidade sejam atualizadas para incluir o Ártico, o que ainda não acontece", afirmou a chefe de governo durante uma conferência em Munique, na Alemanha.
Frederiksen acrescentou que os desejos de Trump em relação à Groenlândia "permanecem os mesmos" e avaliou que a pressão exercida sobre Nuuk "é inaceitável".
"Já fomos claros. Não podemos abrir mão da soberania e não vamos, mas há muitas coisas que podemos fazer juntos. Somos parceiros confiáveis dos EUA, mas não acreditamos que o assunto esteja encerrado. Temos um grupo de trabalho e veremos se conseguimos encontrar uma solução, mas há linhas vermelhas que não serão cruzadas", declarou.
A premiê também afirmou que o republicano "não mudou sua retórica" e "continua levando o assunto muito a sério". Frederiksen ressaltou que discorda do presidente americano e acrescentou que conta com o apoio da União Europeia.
A Otan iniciou na última quarta-feira (11) a operação Arctic Sentry (Sentinela Ártica), com o objetivo de reduzir as tensões envolvendo a Groenlândia e os Estados Unidos. .