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Caso Epstein: Procuradoria de Paris investiga possíveis crimes relacionados a cidadãos franceses

A Procuradoria de Paris anunciou neste sábado (14) a nomeação de magistrados responsáveis ​​pela análise de provas que possam incriminar cidadãos franceses após a divulgação, pelos Estados Unidos, de documentos relacionados ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 sob custódia policial.

14 fev 2026 - 16h56
(atualizado às 17h35)
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A Procuradoria informou ter recebido três novos casos e especificou que as provas podem envolver "crimes de diversas naturezas, incluindo crimes sexuais e financeiros". O órgão explicou que está trabalhando na análise dos documentos recentemente divulgados nos Estados Unidos, "em coordenação com a Procuradoria Nacional Financeira e em conjunto com a Direção Nacional da Polícia Judiciária (...) para instaurar investigações".

Arquivos Epstein: Procuradoria de Paris investiga possíveis infrações relacionadas a cidadãos franceses.
Arquivos Epstein: Procuradoria de Paris investiga possíveis infrações relacionadas a cidadãos franceses.
Foto: © Martin BUREAU / AFP / RFI

"Em 10 de fevereiro, o Ministério das Relações Exteriores enviou um relatório indicando que Fabrice Aidan, Secretário Principal de Relações Exteriores, constava nos documentos divulgados pelas autoridades americanas, sem maiores detalhes". Uma investigação visa reunir diversas provas que possam corroborar este relatório, afirmou a Procuradoria.

Aidan aparece quase 200 vezes nos arquivos de Epstein divulgados pela Justiça americana. O ministro das Relações Exteriores francês, Jean‑Noël Barrot, afirmou ter encaminhado o caso à Justiça, descrevendo os fatos como "presumidos". Ele também abriu uma investigação administrativa e um procedimento disciplinar contra o diplomata.

Fabrice Aidan, que atuou no Quai d'Orsay por 25 anos a partir dos anos 2000 e trabalhava no grupo Engie, foi suspenso pela empresa após as revelações. Até o momento, os documentos divulgados não o vinculam diretamente aos crimes sexuais cometidos por Epstein, mas apontam para sua participação ativa em um sistema de trocas e favores que permitia ao financista circular em meios diplomáticos e acessar informações internas da ONU.

A advogada de Aidan afirmou que seu cliente contesta "todas as acusações contra ele". "Nunca houve qualquer consulta a sites de pornografia infantil. O FBI já investigou o caso sem apresentar qualquer acusação, e as investigações realizadas na França chegaram à mesma conclusão", declarou Jade Dousselin, em um comunicado à imprensa enviado à AFP.

Em 11 de fevereiro, a Procuradoria de Paris também recebeu uma denúncia apresentada por uma mulher sueca contra Daniel Siad, um recrutador de modelos franco-sueco com fortes ligações com Epstein, acusando-o de "atos sexuais que ela descreve como estupro e que podem ter sido cometidos na França em 1990".

Esta denúncia também está sendo analisada à luz de outras provas levadas ao conhecimento da Procuradoria de Paris. Por fim, em 12 de fevereiro, a entidade responsável por analisar o caso na França "recebeu uma denúncia apresentada contra o maestro Frédéric Chaslin". "Este caso, referente a atos de assédio sexual supostamente cometidos em 2016, está sendo analisado", enfatizou o órgão.

RFI com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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