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Cinco países europeus afirmam que Navalny, opositor de Putin, foi envenenado na prisão pela Rússia

Em um comunicado divulgado neste sábado (14), Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Holanda afirmaram que o opositor russo Alexei Navalny foi envenenado com "uma toxina rara" pela Rússia. A denúncia foi feita à margem da Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, a dois dias do aniversário de dois anos da morte do advogado e ativista.

14 fev 2026 - 12h27
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Na declaração conjunta, os cinco países se dizem "convencidos" das circunstâncias da morte de Navalny, em 16 de fevereiro de 2024, em uma colônia penal no Ártico. Londres anunciou que oficializará a denúncia junto à Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), "como uma violação flagrante por parte da Rússia" de sua convenção, pedindo que Moscou "cesse imediatamente essa atividade perigosa".

O Ministério das Relações Exteriores britânico explicou que um "trabalho contínuo e colaborativo" confirmou, por meio de análises laboratoriais, que a epibatidina, uma toxina mortal presente na pele de rãs‑dardo do Equador, "foi encontrada em amostras coletadas no corpo de Alexei Navalny". Segundo Londres, a substância "muito provavelmente causou a morte" do opositor.

As novas conclusões confirmam a tese defendida pela viúva do ativista, Iúlia Navalnaia, que afirmou em setembro passado que seu marido havia sido envenenado. "Há dois anos disse: Vladimir Putin matou meu marido (…). E hoje essas palavras se tornaram um fato comprovado pela ciência", afirmou ela à margem da Conferência de Segurança de Munique.

Projeto bárbaro

"Somente o governo russo tinha os meios, o motivo e a oportunidade de usar essa toxina letal contra Alexei Navalny durante seu encarceramento na Rússia", declarou a ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, citada no comunicado. "Hoje, ao lado de sua viúva, o Reino Unido expõe o projeto bárbaro do Kremlin de silenciar sua voz", acrescentou.

Na rede social X, o ministro francês das Relações Exteriores, Jean‑Noël Barrot, prestou homenagem ao opositor, "morto por seu combate em favor de uma Rússia livre e democrática". Segundo o chefe da diplomacia da França, "Vladimir Putin está disposto a usar armas bacteriológicas contra seu próprio povo para se manter no poder". 

Advogado, carismático ativista anticorrupção e ferrenho opositor da invasão russa da Ucrânia iniciada em 2022, Alexei Navalny morreu aos 47 anos em circunstâncias nebulosas em uma colônia penal no Ártico, enquanto cumpria uma pena de 19 anos de prisão por acusações que ele denunciava como políticas. 

Após a morte, as autoridades russas se recusaram durante vários dias a entregar o corpo à família, despertando suspeitas entre seus apoiadores, que alegam que o governo russo assassinou Navalny. O Kremlin rejeita as acusações.

RFI com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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