Condenado na Bélgica, homem que atacou policiais no Arco do Triunfo, em Paris, morre no hospital
O homem que atacou policiais com uma faca e uma tesoura no Arco do Triunfo, em Paris, morreu no início da noite desta sexta-feira (13) no hospital. Ele havia sido baleado por um dos agentes durante o ataque, deixando um guarda levemente ferido. A Procuradoria Nacional Antiterrorismo (PNAT), que assumiu o caso, o identificou como Brahim Bahrir, cidadão francês de 48 anos.
O incidente ocorreu por volta das 18h (14h de Brasília) durante a cerimônia diária de reacendimento da chama no Túmulo do Soldado Desconhecido, sob o Arco do Triunfo, a alguns metros da avenida Champs-Élysées. Armado com uma faca e uma tesoura, o homem atacou um membro da equipe que participava do evento.
Outro policial usou sua arma de serviço para neutralizar o agressor, que foi atingido por vários tiros e levado para o hospital em seguida. No início da noite, a Procuradoria Nacional Antiterrorismo anunciou em comunicado que ele havia falecido em decorrência dos ferimentos.
O presidente francês, Emmanuel Macron, à margem da Conferência de Segurança de Munique, elogiou "os policiais que reagiram imediatamente" e, assim, conseguiram "impedir este ataque terrorista".
Brahim Bahrir estava na Lista S (referente à vigilância de segurança francesa) por radicalização, segundo uma fonte próxima à investigação. Além disso, ele já havia sido condenado a 17 anos de prisão em 2013, na Bélgica, por esfaquear dois policiais na estação de metrô Molenbeek, em Bruxelas, informou a PNAT.
De acordo com a rádio Franceinfo, "após cumprir o início da pena na Bélgica", Bahrir foi "transferido para a França em 27 de janeiro de 2015". Desde 24 de dezembro de 2025, o homem estava sob o regime de liberdade condicional, sendo monitorado por ordem judicial, afirmou a PNAT em um comunicado à imprensa.
Brahim Bahrir, que residia em Aulnay-sous-Bois, região metropolitana de Paris, também estava sujeito a uma "medida individual de controle e vigilância administrativa", que o obrigava a comparecer diariamente à delegacia.
Com AFP