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Em Munique, Rubio pede alinhamento europeu aos EUA para 'restauração' da ordem mundial

Em discurso na manhã deste sábado (14), no segundo dia da Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, convocou a Europa a se alinhar à visão de Donald Trump sobre a ordem mundial. Amenizando o tom agressivo usado pelo vice-presidente JD Vance há um ano, o chefe da diplomacia americana também defendeu no encontro a renovação dos vínculos entre Washington e Bruxelas.

14 fev 2026 - 09h05
(atualizado às 09h35)
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Sob Donald Trump, os Estados Unidos estão prontos para conduzir a "restauração" da ordem mundial, disse Rubio na abertura do segundo dia da conferência, diante de mais de 60 chefes de Estado e de governo. "Não buscamos dividir, mas revitalizar uma velha amizade e renovar a maior civilização da história humana. O que queremos é uma aliança revigorada", declarou.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante discurso na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, neste sábado, 14 de fevereiro de 2026.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante discurso na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, neste sábado, 14 de fevereiro de 2026.
Foto: © Alex Brandon / Reuters / RFI

O aguardado discurso se diferenciou da fala incendiária do vice-presidente JD Vance no ano passado diante da mesma assembleia. Rubio afirmou que os Estados Unidos desejam "aliados orgulhosos de sua cultura e de sua herança, que compreendam que somos herdeiros de uma mesma grande e nobre civilização e que, junto conosco, estejam prontos e aptos a defendê-la".

O secretário de Estado retomou questões prioritárias do presidente Trump, mencionando a controversa ideia de "apagamento civilizacional", um suposto problema relacionado à imigração em massa ou à desindustrialização, segundo os ultraconservadores. Para o governo americano, o fenômeno ameaçaria o Ocidente e Rubio garantiu que os Estados Unidos estarão "prontos, se necessário, para agir sozinhos", embora esperem o apoio dos "nossos amigos aqui na Europa". 

Rubio ainda reiterou a posição do governo Trump de que a imigração "desestabiliza as sociedades", embora tenha evitado evocar o uso de termos como "guerra cultural". Na véspera, o chanceler alemão, Friedrich Merz, considerou que o posicionamento do governo americano sobre a questão aprofunda uma "fratura" entre os Estados Unidos e a Europa.

Em sua fala, o secretário de Estado americano também fez duras críticas à ONU, afirmando que a instituição não desempenhou "praticamente nenhum papel" na resolução de conflitos. "Não podemos ignorar que, hoje, diante das questões mais urgentes que enfrentamos, as Nações Unidas não têm respostas", reiterou, citando a continuação da guerra na Faixa de Gaza e defendendo o controverso "Conselho de Paz" de Trump. 

Guerra na Ucrânia

Sobre o fim da guerra na Ucrânia, Marco Rubio afirmou que não está claro se Moscou demonstra uma verdadeira disposição para finalizar o conflito, enquanto Washington pressiona por um acordo de paz rápido. "Não sabemos se os russos estão sérios em sua intenção de encerrar a guerra", admitiu.

Na véspera, Trump convocou o presidente ucraniano a "se mexer" para que um compromisso seja alcançado. Uma nova rodada de negociações deve ocorrer na próxima semana em Genebra, na Suíça.

No início da tarde, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou em Munique os ataques russos ao sistema energético de seu país, lembrando que "nenhuma única usina elétrica" foi poupada pela ofensiva de Moscou. O líder ucraniano ainda fez um apelo por entregas mais rápidas de mísseis para os sistemas de defesa aérea ucranianos, lamentando que algumas remessas chegam 'no último momento'."

Durante seu discurso, Zelensky também classificou o presidente russo, Vladimir Putin, de "escravo da guerra". Segundo ele, o chefe do Kremlin não consegue se resignar a abandonar a própria ideia de conflito. "Talvez ele se veja como um czar", alfinetou. 

Europa independente e forte

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também se pronunciou neste sábado na conferência e voltou a defender uma Europa "independente" e "forte". Segundo ela, "a Europa deve acelerar o passo" e "assumir suas responsabilidades". Para isso, deve "se livrar de todos os tabus", afirmou, mencionando em particular o uso da "cláusula de defesa mútua", um compromisso coletivo dos países da UE de se defenderem em caso de agressão.

Von der Leyen também afirmou que o futuro da Europa e do Reino Unido está "mais ligado do que nunca", cerca de dez anos após o Brexit. "É, portanto, de nosso interesse comum demonstrar ambição em relação à nossa parceria", acrescentou.

Seguindo a mesma linha, o primeiro‑ministro britânico, Keir Starmer, evocou uma participação reforçada do Reino Unido na política de defesa europeia. "Devemos ser capazes de dissuadir a agressão e, sim, se necessário, devemos estar prontos para lutar", disse ele, antes de acrescentar: "multipliquemos nossas forças e construamos uma base industrial comum em toda a Europa, capaz de impulsionar nossa produção de defesa".

RFI com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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