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Em Munique, EUA falam em destino 'entrelaçado'; UE reforça busca por independência

Rubio mencionou que Washington deseja 'revitalizar uma antiga amizade'

14 fev 2026 - 12h17
(atualizado às 12h28)
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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou neste sábado (14), na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, que o destino de seu país está "entrelaçado" ao da Europa. Já Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, defendeu que o continente deve ser "mais independente".

Rubio mencionou que Washington deseja 'revitalizar uma antiga amizade'
Rubio mencionou que Washington deseja 'revitalizar uma antiga amizade'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O representante de Washington afirmou que a nação "não busca dividir, mas revitalizar uma antiga amizade", após a relação transatlântica com os europeus ter sido fragilizada pela política externa de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

"Fazemos parte de uma única civilização, a civilização ocidental. Estamos conectados e nossos destinos estão entrelaçados. Queremos que a Europa seja forte. Os EUA desejam uma aliança revigorada que reconheça que o que tem assolado nossas sociedades não é apenas um conjunto de políticas ruins, mas um mal-estar de desespero e complacência", declarou Rubio.

Apesar do tom conciliador do secretário americano, Von der Leyen destacou que a União Europeia precisa ser mais independente "em todas as dimensões que impactam a segurança e a prosperidade", como "defesa, energia, comércio, economia e tecnologia digital".

"Alguns podem dizer que a palavra 'independência' contradiz nosso vínculo transatlântico, mas é o oposto. Uma Europa independente é uma Europa forte. E uma Europa forte fortalece a aliança transatlântica", complementou.

A diplomata alemã ainda afirmou que o bloco europeu deve "recalibrar a forma como utiliza todo o arsenal político à disposição" e adotar uma "clara dimensão de segurança nesta nova ordem global".

Sobre o tema, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, ressaltou que os esforços de Roma "restauraram" as relações entre Washington e Bruxelas.

"Acredito que a Europa deve falar a uma só voz; não pode ser um país falando sozinho. É com esse espírito que trabalhamos, nunca sozinhos", afirmou.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também participou da cúpula em solo alemão e alertou que a UE "está praticamente ausente da mesa de negociações" para encerrar o conflito entre Kiev e Rússia.

"Isso é um grave erro, na minha opinião. A Ucrânia está tentando envolver plenamente a Europa no processo, para que seus interesses e sua voz sejam levados em consideração", destacou.

O mandatário também avaliou que "nenhum país na Europa pode confiar apenas em sua própria tecnologia e recursos financeiros para se defender", além de afirmar que Moscou deseja "quebrar" a união entre a Ucrânia e o bloco europeu. .

Ansa - Brasil
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