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América Latina

Na fronteira da Colômbia com a Venezuela, ponte Simón Bolívar continua sendo atravessada diariamente

A enviada especial da RFI, Melissa Barra, esteve na ponte internacional Simón Bolívar para entender como a situação política da Venezuela tem afetado a mobilidade nesse ponto fronteiriço com a Colômbia, por onde passam diariamente dezenas de milhares de pessoas.

6 jan 2026 - 12h06
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Melissa Barra, enviada especial da RFI a Cúcuta, na Colômbia

Mais de 15 mil pessoas atravessam por dia a Ponte Internacional Simon Bolivar. Em 06/01/26
Mais de 15 mil pessoas atravessam por dia a Ponte Internacional Simon Bolivar. Em 06/01/26
Foto: © RFI / Melissa Barra / RFI

Na ponte internacional Simón Bolívar, tudo leva a crer que este é mais um dia normal, exceto pelos três tanques blindados do Exército, que agora monitoram o local. A ponte mantém o seu habitual vai e vem de venezuelanos e veículos. Localizada entre San Antonio del Táchira e Cúcuta, ela concentra o maior fluxo terrestre entre os dois países, servindo tanto ao comércio formal quanto ao informal, ao trânsito de trabalhadores fronteiriços e ao transporte de bens essenciais.

Recentemente, depois da captura pelos Estados Unidos de Nicolás Maduro, a ponte se tornou espaço de disputa internacional, envolvendo Washington, Bogotá e Caracas, inserindo-se na geopolítica hemisférica. A região ao redor é sensível do ponto de vista da segurança, marcada pela presença de grupos armados ilegais, tráfico de drogas e contrabando, e pelo grande fluxo de migrantes em situação vulnerável.

"Está tranquilo, aqui não acontece nada", diz Yeber Jaimes, que vem de Táchira para fazer compras na Colômbia. Ele não conseguiu voltar para Caracas, onde trabalha: "Estamos na expectativa, esperando que tudo se acalme. Aí sim, iremos mais tranquilos. Aqui, graças a Deus, a economia é boa", explica.

'Com expectativas de voltar logo'

Outros, como Sofía, retornam ao seu país de exílio. Ela volta para o Peru após as festas de fim de ano, e conta que viveu três dias intensos: "Como tudo foi surpreendente, quase todos nós estávamos dormindo. Quase todos, para não dizer todos, mais de 80% da população venezuelana que está no exterior está com expectativas de voltar logo. O país demorou para chegar a essa situação decadente. Também vai demorar para se restaurar. Mas temos pelo menos esperança, que eu acho que já não tínhamos", diz a venezuelana de 33 anos.

Mais de 15 mil pessoas transitam por esse ponto de passagem diariamente. Jony Ortiz ganha a vida comprando produtos básicos na Colômbia e revendendo de maneira informal na Venezuela. 

"Os refrigerantes, a farinha, o frango, tudo o que a gente puder levar. Eu venho duas vezes por semana de carro para poder trabalhar, porque lá não tem emprego", conta à RFI.

Toda uma economia local e individual depende desse cruzamento, que foi reaberto em 2022. No entanto, muitos temem que a crise com os Estados Unidos signifique um novo fechamento.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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