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Polícia

Tentativa de assalto a ônibus deixa 5 feridos no centro do Rio

13 jul 2011 - 06h07
(atualizado às 08h31)
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Dois passageiros, um policial e dois bandidos ficaram feridos na noite de terça-feira em uma tentativa de assalto na zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, os dois suspeitos, Rosildo Francisco de Lima, 41 anos, e seu sobrinho, Jailson de Lima da Silva, 21 anos, anunciaram o assalto na avenida Brasil, altura do Caju, zona norte do Rio, por volta das 19h30. Silva rendeu o motorista, enquanto o tio recolheu pertences de cerca de 40 passageiros.

Na avenida Rodrigues Alves, próximo à Rodoviária Novo Rio, PMs do Grupamento de Policiamento Transportado em Ônibus Urbano (GPTOU) suspeitaram da movimentação no ônibus e iniciaram a perseguição até a avenida Presidente Vargas, na altura da Cidade Nova.

Morador de Botafogo, o passageiro Sérgio Duarte contou que um bandido se descontrolou quando os PMs abordaram o ônibus. "Ele falou para o motorista acelerar senão ia começar a matar todo mundo. Em seguida, atirou no passageiro", disse. Durante a reação dos bandidos, houve troca de tiros. O vidro traseiro e parte dos laterias do coletivo ficaram destruídos pelos disparos. Passageiros tiveram que se jogar no chão.

O cobrador Manoel Francisco Alves, 51 anos, baleado na cabeça, está internado em estado grave no Hospital Souza Aguiar (HSA), no centro do Rio de Janeiro. De acordo com a delegada adjunta da 6ª DP (Cidade Nova), Gisele Rosemberg, ele teve perda de massa encefálica. Além dele, Artur Lopes da Silva, 21 anos, foi atingido na perna. Juntamente com o soldado Paiva - do GPTOU, que levou um tiro no pé e já foi liberado -, foi socorrido no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio. Seu estado de saúde era considerado bom, mas até o começo da manhã não havia informações sobre liberação.

O ajudante de obras Jailson Estevão, 25 anos, relembrou os momentos de pânico vividos no interior do ônibus da linha 352 (Rio Centro-Castelo) - antiga 268 - da Viação Redentor. Ele só percebeu que a gritaria no interior do coletivo se tratava de um assalto quando um dos marginais tentou deixar o veículo armado.

"Ele abriu a janela do banco onde eu estava sentado e começou a atirar contra os PMs. Estou com o ouvido zunindo até agora. Mas graças a Deus estou vivo. Tenho fé em Deus", agradeceu. Ele e outros seis colegas seguiam para o Tribunal de Justiça do Rio, onde trabalham na construção da nova sede do órgão. Jailson ficou ferido com estilhaços de balas nos braços. O ajudante de obras contou que está a trabalho no Rio há quatro meses.

No início da madrugada, tio e sobrinho, baleados na perna e no braço, foram liberados do Hospital Souza Aguiar (HSA) e levados para a 6ª DP. Segundo a delegada Gisele Rosemberg, Rosildo e Jailson não têm passagens pela polícia. O sobrinho, que estava armado com uma pistola calibre 45, será autuado por tentativa de homicídio contra os PMs, tentativa de latrocínio e resistência a prisão. A arma foi apreendida. Os pertences dos passageiros foram recuperados.

Fonte: O Dia
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