Porta-voz do Bope: "temos que ter muita perspicácia"
11 ago2012 - 18h27
(atualizado às 19h04)
Compartilhar
Juliana Prado
Direto do Rio de Janeiro
Uma das maiores preocupações das forças de segurança que lidam com os preparativos para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 é com o treinamento dos setores de inteligência. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) tem investido no treinamento dos setores táticos e de inteligência em eventos como a simulação de um atentado ao Metrô do Rio, realizado neste sábado.
O major Ivan Braz, porta-voz do Bope, que acompanhou a ação, organizada na Estação Cidade Nova, chama atenção para a necessidade de se ter perspicácia. Ele lembrou que três atentados registrados nos últimos meses (nos EUA, na França e na Colômbia) são provas disso. "Estes últimos três atentados nos mostraram muita coisa. Todos (os atiradores) cometeram algum ilícito no percurso até o local do atentado. Em um deles, o atirador cometeu três infrações de trânsito antes de chegar. Isso, por exemplo, poderia ter sido percebido. Temos que ser preventivos, ter muita perspicácia de identificar um comportamento diferenciado".
Ivan Blaz, também citou como fundamental o entrosamento entre os mais diversos órgãos de segurança, como Forças Armadas, Polícia Federal e Polícia Civil. E disse que, neste ponto, a Rio + 20 (conferência das Nações Unidas realizada na cidade em junho) foi estratégica. E defendeu: "enquanto homens que cuidam das ruas da nossa cidade precisamos adestrar nosso policial".
Treinamentos do Bope fora do Brasil também estão sendo priorizados pelo grupamento. "Para melhorar a nossa expertise", diz o major. Ele alega que a falta de experiência do Brasil em combate a atos terroristas (pela ausência destes registros no país) é compensada pela experiência técnica.
A partir de agora diversos eventos de simulação devem acontecer na cidade, que será sede da Copa e da Olimpíada e desperta atenção dos organismos internacionais no quesito segurança
Valendo-se de um aparato de cerca de 280 pessoas, equipamentos de segurança e armamento, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro e o MetrôRio realizaram neste sábado uma simulação de ataque terrorista a um trem na cidade
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Durante uma hora e meia foram simulados vários cenários que representariam um atentado comandado por três membros de uma organização terrorista
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Para isso, foram usados personagens representando reféns e seqüestradores, além dos policiais do batalhão
Foto: Mauro Pimentel / Terra
O teste foi realizado em um trecho da linha 2 do Metrô que não é utilizada aos sábados por passageiros
Foto: Mauro Pimentel / Terra
A ideia foi testar o sistema de segurança da cidade e a atuação dos policiais militares para atuarem nos grandes eventos que o Rio receberá, a Copa 2014, e a Olimpíada 2016
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Uma ampla área em torno da Estação do bairro Cidade Nova, próximo ao prédio da Prefeitura do Rio, foi preparada para a simulação
Foto: Mauro Pimentel / Terra
O teste envolveu o uso não só dos vagões do trem, mas também de pistas próximas e um viaduto, que foi utilizado para o posicionamento de atiradores de elite, estratégicos em uma hipotética ação de ataque ao metrô
Foto: Mauro Pimentel / Terra
O subcomandante do Bope, tenente-coronel André Silva, destacou que a polícia tem que estar bem preparada para grandes eventos e que, desde já, a ideia é fazer exercícios de simulação como os deste sábado
Foto: Mauro Pimentel / Terra
André Silva destacou que o metrô transporta 700 mil pessoas por dia
Foto: Mauro Pimentel / Terra
A partir de agora diversos eventos de simulação devem acontecer na cidade, que será sede da Copa e da Olimpíada e desperta atenção dos organismos internacionais no quesito segurança
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Segundo o subcomandante, recriar cenários fictícios ajuda na montagem de todo um processo que testa a capacidade de resposta da polícia e também o reconhecimento de áreas viárias que são mais vulneráveis
Foto: Mauro Pimentel / Terra
A ideia é repetir os testes, por exemplo, no Maracanã, quando estiver pronta a obra de reforma