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SP: CUT fecha avenida Paulista em protesto contra terceirização

Entre as reivindicações estão ainda a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem diminuição do salário, e o fim do fator previdenciário

30 ago 2013
17h19
atualizado às 19h34
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A Central Única dos Trabalhadores (CUT) reuniu cerca de 300 trabalhadores na tarde desta sexta-feira, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), em São Paulo, em manifestação pelo Dia Nacional de Mobilização e Paralisação. Na pauta de reivindicações estão a oposição ao Projeto de Lei da terceirização, o fim do fator previdenciário e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem corte nos salários. Às 16h20, os dois sentidos da avenida Paulista foram bloqueados ao trânsito na altura do Masp, momento em que os manifestantes ocuparam as pistas - às 17h20, a cidade registrava 161 quilômetros de lentidão, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

<p>Sindicalistas ligados à CSP-Conlutas criticam tanto o PT quanto o PSDB</p>
Sindicalistas ligados à CSP-Conlutas criticam tanto o PT quanto o PSDB
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Outro grupo de manifestantes ligado à CUT- dos professores da rede estadual de São Paulo - faziam outro protesto, no mesmo horário, em frente à Secretaria Estadual de Educação, na praça da República. Esse grupo deverá seguir em caminhada até o Masp para se juntar com os demais manifestantes. Após o encontro, há uma proposta de todos seguirem juntos até a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Porém, eles acabaram permanecendo no Masp e o protesto foi encerrado às 17h30.

De acordo com Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, há negociações com o governo federal, mas elas não avançam. "O governo nos recebe para negociar, mas precisa atender as nossas negociações. Neste ano, temos de avançar em pelo menos uma das reivindicações. Ou a questão da terceirização, ou da redução da jornada de trabalho, ou o fim do fator previdenciário", disse ele.

Freitas afirma que, nos últimos anos, o empresariado foi atendido em várias de suas reivindicações, como redução de impostos, mas isso não se reverteu para os trabalhadores. "O governo diz que o País está em crescimento, mas isso não se reverte para os trabalhadores. É preciso desenvolver o País, não apenas crescer", afirma.

 

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

De acordo com ele, o fator previdenciário impede hoje que o trabalhador se aposente de maneira digna. "Ele acaba trabalhando mais anos para poder ter uma aposentadoria melhor. Com o fim do fator, acreditamos que mais de 1,5 milhão de empregos poderiam ser criados", diz.

Fonte: Terra
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