Quem são os técnicos de enfermagem presos por matar pacientes em hospital no DF
Os óbitos das vítimas ocorreram em 17 de novembro e 1º de dezembro de 2025; suspeitos foram presos na segunda-feira, 19
Três técnicos de enfermagem foram presos por assassinar pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga, DF, usando doses altas de medicamentos; dois confessaram os crimes.
Três técnicos de enfermagem suspeitos de terem assassinado três pacientes que estavam internados no Hospital Anchieta em Taguatinga, no Distrito Federal, foram presos na segunda-feira, 19. Nesta terça-feira, 20, eles tiveram as identidades confirmadas pela Polícia Civil do Distrito Federal e pelo Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren).
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Os envolvidos no homicídio são: Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos; Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos; e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos.
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, que também é estudante de fisioterapia, é apontado como o principal executor dos crimes. Ele confessou em depoimento à Polícia Civil na segunda-feira, 19. Marcela Camilly também confessou participação.
Segundo a investigação, o homem injetou doses altas de um medicamento nos pacientes. Em uma das vítimas, ele também injetou desinfetante na veia. Os óbitos ocorreram em 17 de novembro e 1º de dezembro de 2025.
Durante coletiva de imprensa realizada na manhã de segunda-feira, o delegado Wisllei Salomão se limitou a informar que as vítimas são uma professora aposentada, de 75 anos; um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos.
As vítimas tinham idades, histórias e quadros clínicos diferentes, mas, segundo os investigadores, todas apresentaram piora súbita pouco antes da morte.“Eles foram mortos pela ação de quem deveria estar cuidando deles”, declarou o delegado.
Em nota, o Hospital Anchieta informou que demitiu os três auxiliares e acionou a Polícia Civil após um comitê interno ter analisado as “circunstâncias atípicas” em que os três pacientes que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) morreram.
A motivação para os crimes não foi esclarecida pela Polícia Civil.