Brasil é o segundo país que mais envia missionários ao mundo, ficando atrás apenas dos EUA
A atuação dos missionários brasileiros vai além da pregação tradicional. Em diversos países, especialmente na África, Ásia e Oriente Médio, eles se envolvem em iniciativas de ajuda humanitária, educação, empreendedorismo social e saúde.
O Brasil consolidou-se como uma das maiores potências missionárias do mundo, ocupando atualmente a segunda posição entre os países que mais enviam missionários ao exterior. Com aproximadamente 38 mil missionários enviados por ano, o país só fica atrás dos Estados Unidos, que lidera o ranking global com cerca de 127 mil.
A atuação dos missionários brasileiros vai além da pregação tradicional. Em diversos países, especialmente na África, Ásia e Oriente Médio, eles se envolvem em iniciativas de ajuda humanitária, educação, empreendedorismo social e saúde. A missão é abrangente: alcançar comunidades marginalizadas, contribuir com o desenvolvimento local e testemunhar valores cristãos mesmo em contextos de adversidade.
Esse avanço no envio de missionários reflete uma mudança significativa no cenário global. Regiões que antes eram prioritárias como campo missionário — América Latina, África e Leste Asiático — agora se tornam protagonistas na mobilização de novos obreiros. O Brasil destaca-se neste processo por sua crescente estrutura de agências missionárias, apoio de igrejas locais e capacitação de voluntários que escolhem dedicar anos — ou até a vida inteira — ao trabalho transcultural.
A presença brasileira é percebida até mesmo em países considerados fechados ao cristianismo. Nestes locais, os missionários atuam com estratégias discretas e inovadoras, como pequenos negócios, projetos educacionais ou atividades comunitárias, que permitem inserção cultural e relacionamentos consistentes. Mesmo em meio a restrições, o testemunho é silencioso, mas persistente.
Além disso, o movimento missionário brasileiro tem influenciado a reevangelização de regiões da Europa, marcadas pelo declínio religioso nas últimas décadas. Por meio de plantação de igrejas, treinamento de líderes e ações sociais, brasileiros contribuem para revitalizar comunidades cristãs no continente.
O crescimento no envio de missionários é resultado direto do engajamento da igreja brasileira e do fortalecimento de redes que integram vocação, formação teológica e suporte logístico. Em um mundo marcado por conflitos, desigualdades e secularização, o Brasil se afirma como uma força ativa no campo missionário internacional, com impacto visível e crescente.