O trem que só parava para uma pessoa: a estação que o Japão se recusou a fechar até que sua única passageira completasse uma missão
Uma estação ferroviária sem viabilidade econômica foi mantida em funcionamento para uma aluna
O Japão possui uma cultura profundamente enraizada na preocupação com o coletivo, na harmonia social e no respeito ao próximo. Esses valores, presentes no cotidiano e nas políticas públicas do país, ajudam a explicar uma decisão que parece contrariar a lógica econômica atual. Embora a história seja antiga, ela segue surpreendendo pelo caráter empático.
O episódio ocorreu na ilha de Hokkaido, em 2016, quando veio à tona que trens continuavam parando diariamente em uma estação quase abandonada apenas para garantir que uma estudante do ensino médio pudesse ir e voltar da escola. A escolha não se baseava em demanda, lucro ou eficiência operacional, mas em uma decisão deliberada de política pública e infraestrutura: preservar o acesso à educação de quem dependia daquele serviço.
Uma estação sem passageiros é mantida aberta para garantir acesso à educação a uma única aluna
No início da década de 2010, a Japan Railways, principal grupo ferroviário do Japão, já havia decidido encerrar as atividades de pequenas estações rurais no norte do país. O número de passageiros diminuiu drasticamente e os serviços de carga haviam sido suspensos, por isso, manter estações isoladas parecia economicamente injustificável. Entre essas estações estavam Kami-Shirataki, Kyu-Shirataki e Shimo-Shirataki, localizadas em áreas remotas de Hokkaido, a cerca de 1.300 quilômetros de Tóquio.
A decisão mudou quando a operadora identificou que estudantes ainda dependiam da linha. Em especial uma adolescente ...
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